AREsp 1890661 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o acórdão recorrido fundamentou a nulidade em preceitos constitucionais (princípio da duração razoável do processo), o que impede o conhecimento do recurso especial por implicar análise de matéria constitucional reservada ao STF, aplicando-se o art. 253, parágrafo único, II, "a", do RISTJ.
- Parties
- Agravante: ESTADO DO PARANÁ; Órgão Autuador: PROCON/PR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Prescrição Intercorrente Em Processo Administrativo, Duração Razoável Do Processo, Anulação De Multa Administrativa, Admissibilidade De Recurso Especial, Aplicação Do Decreto N. 20.910/1932
Case Brief
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Parties
ESTADO DO PARANÁ
Agravante
PROCON/PR
Órgão Autuador
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicação da prescrição intercorrente em processo administrativo instaurado pelo PROCON
- 2 Violação do princípio da duração razoável do processo por inércia administrativa de 12 anos e 06 meses
- 3 Admissibilidade do recurso especial diante de decisão fundada em preceito constitucional e possível usurpação de competência do STF
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o acórdão recorrido fundamentou a nulidade em preceitos constitucionais (princípio da duração razoável do processo), o que impede o conhecimento do recurso especial por implicar análise de matéria constitucional reservada ao STF, aplicando-se o art. 253, parágrafo único, II, "a", do RISTJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- CONHEÇO do agravo para NÃO CONHECER do recurso especial.
- Determino a majoração dos honorários advocatícios em favor da parte contrária em 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais dos §§ 2º e 3º do referido dispositivo e eventual concessão da gratuidade da justiça.
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