REsp 2141368 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça conheceu do recurso especial da Fazenda Nacional e deu-lhe provimento para reconhecer que a prescrição aplicável às cobranças de complementação federal do VMAA é a quinquenal prevista no Decreto-Lei 20.910/1932, devendo a prescrição ser apurada mês a mês em razão da natureza de trato...
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- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrido: Município
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 July 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento.
- Legal Topics
- Prescrição Quinquenal, Trato Sucessivo E Contagem Mês a Mês, Fundef/fundeb, VMAA Valor Mínimo Anual Por Aluno, Correção Monetária E Juros De Mora, Honorários Advocatícios, Princípio Da Actio Nata
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Município
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 aplicação da prescrição quinquenal prevista no Decreto-Lei 20.910/1932 em ações contra a Fazenda Pública
- 2 termo inicial e contagem do prazo prescricional em relação a repasses mensais de complementação federal ao FUNDEF/FUNDEB (relação de trato sucessivo)
- 3 critério de cálculo do VMAA (média nacional conforme art. 6º, §1º, Lei 9.424/1996 e precedentes)
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça conheceu do recurso especial da Fazenda Nacional e deu-lhe provimento para reconhecer que a prescrição aplicável às cobranças de complementação federal do VMAA é a quinquenal prevista no Decreto-Lei 20.910/1932, devendo a prescrição ser apurada mês a mês em razão da natureza de trato sucessivo das parcelas mensais (actio nata); assim, reformou o acórdão do Tribunal Regional Federal que havia apurado a prescrição de forma anual, reconhecendo a prescrição das parcelas relativas ao quinquênio que precedeu a propositura da ação, apuradas mês a mês.
Court Disposition
Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento.
Orders
- Reconhecer a prescrição das parcelas relativas ao quinquênio que precedeu a propositura da ação, apuradas mês a mês.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL, com fundamento no art. 105, inciso III, alínea a, da CF/1988, contra acórdão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO assim ementado (fl. 329): CONSTITUCIONAL E FINANCEIRO. PRESCRIÇÃO QÜINQÜENAL. FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO - FUNDEF. CÁLCULO DO VMAA - VALOR ANUAL MÍNIMO POR ALUNO. COMPLEMENTAÇÃO DE VERBAS PELA UNIÃO. ART. 6º. § 1º, DA LEI 9.424/1996. DECRETO 2.264/1997. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA. HONORÁRIOS DE ADVOGADO. 1. A prescrição do direito de pleitear ressarcimento dos valores devidos pela União a titulo de complementação do FUNDEF, por se tratar de matéria de direito financeiro, não tributário, baseia-se no Decreto-Lel 20.910/1932, que estabelece ser o prazo qüinqüenal. 2. O piso para fixação do Valor Mínimo Anual por Aluno - VMAA é estipulado pelo § 1º do art. 6º da Lei 9.424/1996 e representa a média nacional descrita como a razão entre o total para o fundo e a matrícula total do ensino fundamental no ano anterior, acrescida do total estimado de novas matrículas, levando-se em conta os dados do país como um todo, não de cada Estado da Federação isoladamente. 3. A correção monetária e os Juros de mora serão calculados na forma do Manual de Cálculos da Justiça Federal. 4. Nas causas em que não houver condenação ou vencida a Fazenda Pública, os honorários advocatícios deverão ser fixados mediante apreciação equltativa do Juiz (art. 20. § 3º, a b e c, e § 4º. do CPC). 5. Apelação da União e sua remessa oficial a que se dá parcial provimento para determinar que os Juros de mora e a correção monetária sejam calculados na forma do Manual de Cálculos da Justiça Federal. 6. Apelação do Município e à sua remessa oficial a que se dá parcial provimento para determinar a complementação do que foi repassado a titulo de Fundef também nos meses de Janeiro e fevereiro de 2007. Os embargos de declaração apresentados foram rejeitados. No especial, a parte alega violação do art. 1.022, parágrafo único, II, do CPC; art. 6º, § 3º, da Lei 9.421/1996; do art. 3º do Decreto 20.910/1932; do art. 5º da Lei 11.960/2009, que alterou a redação do art. 1º-F, da Lei 9.494/1997; e do art. 46 da Lei 11.494/2007, que revogou o art. 6º da Lei 9.424/1996. Narra que o Tribunal a quo foi omisso quanto à alegada violação dos dispositivos legais indicados nos embargos de declaração. Questiona o índice de correção monetária do indébito; a verba honorária sucumbencial; e sustenta a apuração mês a mês do prazo prescricional para o pagamento pela União do valor devido ao município a título de complementação federal referente ao FUNDEF. Contrarrazões apresentadas às fls. 386/402. Na origem, o recurso especial foi admitido tão somente em relação à prescrição (fls. 498/499). É o relatório. Assiste razão à parte recorrente. O Tribunal a quo, ao analisar a controvérsia, concluiu que os valores pleiteados na ação devem obedecer à prescrição quinquenal, apurada anualmente, senão vejamos (fls. 315/316): PRESCRIÇÃO: É pacífico o entendimento jurisprudencial de que a Lei 9.424/1996, ao disciplinar os repasses de recursos do FUNDEF para os municípios, estabelecendo critérios de ajustes desses repasses, cuida de matéria atinente ao direito financeiro. Dessa forma, a prescrição do direito de pleitear ressarcimento de tais valores tem lastro não no CTN, mas no Decreto-Lei 20.910/1932, que estabelece para o caso prazo quinquenal. Em relação ao prazo prescricional de três anos, conforme disposto no art. 10 do Decreto 20.910/1932 combinado com o art. 206 do CCB, frente ao conflito aparente de normas, a controvérsia é resolvida segundo os critérios gerais do direito, no caso, a aplicação do princípio da especialidade, uma vez que a lei geral não pode revogar diplomas especiais. O Código Civil Brasileiro é norma de caráter geral, que não revoga norma especial (Decreto 20.910/1932). Com relação ao dies a quo da prescrição, por se tratar de repasse anual, cujos valores referentes a um exercício poderiam ser pagos durante o seguinte, nos termos do art. 3º, § 4º, do Decreto 2.264/1997, que regulamentou a Lei 9.424/1996, aplica-se o princípio da actio nata, segundo o qual o prazo prescricional começa a correr no dia em que nasce a pretensão (TRF11, AC 0002143-73.2010.4.01.4000/PI, acórdão da minha relatoria, Oitava Turma, e-DJFI de 6/9/2012, p. 784). Assim, uma vez que o valor mensal por aluno, embora fixado anualmente, sofre revisão no exercício seguinte, e sofre ajustes, na forma do art. 3º, §§ 5º e 6, do Decreto 2.264/1997, o marco para a contagem do prazo prescricional é o primeiro dia do ano seguinte ao que repassada a complementação. Nesse sentido também o julgado da Sétima Turma desta Corte: .. Não obstante, o pedido é para que seja complementado apenas o que foi repassado no período dos cinco anos que antecedem à propositura da ação, o que, inclusive, foi reafirmado na apelação do Município, razão pela qual não merece reforma a sentença. De acordo com a orientação jurisprudencial das Turmas de Direito Público do Superior Tribunal de Justiça, entende-se que: (a) A ação judicial que busca o pagamento de valores devidos aos municípios a título de complementação federal do Valor Anual por Aluno (VMAA) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) deve observar o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 1º do Decreto 20.910/1932. (b) Como a complementação federal é devida mensalmente, não ocorre a prescrição do fundo de direito, havendo a renovação do prazo prescricional mês a mês. Assim, a parte autora faz jus às parcelas relativas ao quinquênio que antecedeu a propositura da ação. Pela pertinência, ainda cito os julgados: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC/2015 NÃO CARACTERIZADA. FUNDEB. VALOR MÍNIMO ANUAL POR ALUNO (VMAA). PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL (ART. 1º DO DECRETO 20.910/1932). RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. TERMO INICIAL. PRINCÍPIO DA ACTIO NATA. PEDIDO SUBSIDIÁRIO DE RECONHECIMENTO DE PRESCRIÇÃO. SÚMULAS 7/STJ, 283/STF E 284/STF. CRITÉRIO DE FIXAÇÃO. MÉDIA NACIONAL. OBSERVÂNCIA DO RESP 1.101.015/BA, REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL (ART. 1º DO DECRETO 20.910/1932). RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. 1. Discute-se a necessidade de complementação dos valores do Fundeb referentes aos exercícios financeiros de 2009 e 2010, que foram repassados a menor pela União em virtude de equívoco na fixação do VMAA do Fundef. 2. Não há ofensa aos arts. 489, § 1º, IV, e 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, uma vez que o Tribunal de origem julgou integralmente a lide, ainda que em sentido contrário à pretensão da recorrente. O aresto recorrido rejeitou expressamente a ocorrência de prescrição quanto às parcelas relativas ao quinquênio que precedeu a propositura da ação. 3. O pleito para que seja reconhecida a prescrição de fundo de direito deve ser rechaçado. O aresto vergastado decidiu em conformidade com a jurisprudência do STJ, segundo a qual: a) é de 5 (cinco) anos o prazo prescricional nas ações propostas contra a Fazenda Pública, nos termos do art. 1º do Decreto 20.910/1932, como definido pela Primeira Seção do STJ, ao julgar o REsp 1.251.993/PR, submetido ao rito do art. 543-C do CPC/1973; b) por cuidar a hipótese de relação de trato sucessivo, que se renova mês a mês, uma vez que a complementação devida pela União é mensal, não ocorre a prescrição do próprio fundo de direito, mas apenas das parcelas relativas ao quinquênio que precedeu à propositura da ação. Precedentes do STJ. 4. Relativamente ao pleito subsidiário para que se reconheça a prescrição de trato sucessivo, não se pode conhecer da irresignação ante os óbices das Súmulas 7/STJ, 283/STF e 284/STF. 5. O Tribunal de origem afastou a prescrição das parcelas relativas ao exercício financeiro de 2009 sob o argumento de que o Município autor, ora recorrido, fora beneficiado pela interrupção do prazo prescricional em razão do ajuizamento de ação coletiva em 17.4.2015 (Ação coletiva 0801310-63.2015.4.05.800), pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), com autorização expressa do ente municipal, para reaver diferenças de Fundeb relativas ao ano de 2009 e 2010. Nesse contexto, o acórdão recorrido concluiu que não ocorreu a prescrição de nenhuma das parcelas discutidas no presente processo. 6. Ocorre que, nas razões do presente Recurso Especial, a União não impugnou o fundamento do acórdão recorrido acerca da interrupção da prescrição em decorrência da ação coletiva promovida pela associação dos municípios. 7. Como tal fundamentação é apta, por si só, para manter o decisum combatido e não houve contraposição recursal sobre o ponto, não há como conhecer do Recurso nesse aspecto. Por isso, aplicam-se, na espécie, por analogia, as Súmulas 284 e 283 do STF, ante a deficiência na motivação e a ausência de impugnação de fundamento autônomo. 8. Ademais, tendo o aresto vergastado anotado que houve a interrupção da prescrição, a partir dos elementos probatórios consignados nos autos, é inviável rever o contexto fático-probatório dos autos para infirmar tal conclusão, ante o óbice da Súmula 7/STJ. 9. Deve ser rejeitada a tese de que "o valor a ser considerado para o cálculo do VMAA nacional refere-se à receita do Estado, prevista para o FUNDEB, ao qual pertence o município, dividido pelo número de matrículas", e não um montante mínimo nacional. 10. No cálculo a ser empregado para fixação do novo valor mínimo do Fundeb deve-se levar em consideração o Valor Mínimo por Aluno (VMAA) do Fundef de 2006, que, segundo o Superior Tribunal de Justiça, decorre da correta interpretação da Lei 9.424/1996. A norma estava sendo aplicada incorretamente pela Presidência da República ao fixar valores por Estado, e não um valor nacional, resultando em um montante inferior e, por consequência, em repasse menor da complementação devida pela União. 11. A Primeira Seção do STJ, no julgamento do REsp 1.101.015/BA, processado nos termos do art. 543-C do CPC/1973, firmou a compreensão de que, para fins de complementação pela União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental - Fundef (atual Fundeb - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), o Valor Mínimo Anual por Aluno - VMAA, de que trata o art. 6º, § 1º, da Lei 9.424/1996, deve ser calculado levando-se em conta a média nacional. 12. O VMAA do Fundeb tem como piso o VMAA nacional do Fundef em 2006, sendo adequada a utilização do REsp 1.101.015/BA como fonte do direito aplicável ao caso, porquanto seu resultado pacificou a interpretação das normas para o cálculo do VMAA nacional do Fundef. Precedentes do STJ: AgInt no REsp 1.647.260/AL, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. para acórdão Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 12.3.2021. 13. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido. (REsp n. 1.647.431/PE, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/10/2023, DJe de 18/12/20203 - destaques acrescidos.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DE VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO (FUNDEB). VALOR MÍNIMO ANUAL POR ALUNO (VMAA). CRITÉRIO DE FIXAÇÃO. MÉDIA NACIONAL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA RESP N. 1.101.015/BA. PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL. RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. TERMO INICIAL. PRINCÍPIO DA ACTIO NATA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS TIDOS POR VIOLADOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284/STF. AGRAVO DESPROVIDO. 1. "Para fins de complementação pela União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental - FUNDEF (art. 60 do ADCT, redação da EC 14/96), o "valor mínimo anual por aluno" (VMAA), de que trata o art. 6º, § 1º, da Lei 9.424/96, deve ser calculado levando em conta a média nacional. Precedentes." (REsp Representativo da Controvérsia n. 1.101.015/BA, Primeira Seção, relator Ministro Teori Albino Zavascki, DJe de 2/6/2010). 2. Nos moldes do entendimento também firmado na Primeira Seção desta Corte Superior de Justiça (Recurso Especial n. 1.251.993/PR, relator Ministro Mauro Campbell Marques, DJe de 19/12/2012), os prazos prescricionais do Código Civil não são aplicados às demandas movidas contra a Fazenda Pública, prevalecendo o prazo quinquenal previsto no Decreto n. 20.910/1932. 3. Por cuidar a hipótese de relação de trato sucessivo, que se renova mês a mês, uma vez que a complementação devida pela União é mensal, e, nos termos do art. 6º, § 3º, da Lei n. 9.424/1996, não ocorre a prescrição do próprio fundo de direito, mas, apenas das parcelas relativas ao quinquênio que precedeu à propositura da ação, lapso não transcorrido na hipótese dos autos. 4. Quanto às alegações de não comprovação do dano alegado, bem como a vinculação constitucional da verba, verifica-se que a União deixou de apontar os dispositivos legais porventura violados, mostrando-se deficiente o recurso nesses pontos. Incidência do óbice da Súmula n. 284/STF. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp n. 1.874.598/SE, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 24/5/2022, DJe de 17/6/2022.) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DE VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO (FUNDEB). VALOR MÍNIMO ANUAL POR ALUNO (VMAA). PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL. RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. TERMO INICIAL. PRINCÍPIO DA ACTIO NATA. 1. Tendo sido o recurso interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado n. 3/2016/STJ. 2. O acórdão recorrido está em confronto com a orientação desta Corte, segundo a qual a prescrição é regida por uma relação de trato sucessivo, que se renova mês a mês, uma vez que a complementação devida pela União é mensal, não ocorre a prescrição do próprio fundo de direito, mas apenas das parcelas relativas ao quinquênio que precedeu à propositura da ação. 3. Agravo interno não provido. (AgInt nos EDcl no REsp n. 1.944.138/MA, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 4/4/2022, DJe de 7/4/2022.) No caso em análise, verifico que o acórdão recorrido foi proferido em desconformidade com a jurisprudência desta Corte de Justiça, razão pela qual deve ser reformado. Ante o exposto, conheço do recurso especial e dou-lhe provimento, nos termos da fundamentação, para reconhecer a prescrição das parcelas relativas ao quinquênio que precedeu a propositura da ação, ap uradas mês a mês. Publique-se. Intimem-se. EMENTA