AREsp 3158382 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o exame das alegações implicaria reexame de fatos e provas (Súmula 7/STJ) e porque o agravante não comprovou o dissídio jurisprudencial por meio do cotejo analítico exigido nem indicou com precisão os dispositivos legais objeto de divergência,...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS; Agravada: AUTORA (servidora pública municipal, professora)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial (conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Prescrição Quinquenal, Gratificação De Regência De Classe, Incorporação De Vantagens, Horas Extras De Professores, Dissídio Jurisprudencial, Súmula 7/stj, Súmula 284/stf, Reexame De Provas
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Parties
MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS
Agravante
AUTORA (servidora pública municipal, professora)
Agravada
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial (conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 aplicação da prescrição quinquenal prevista no art. 1º do Decreto nº 20.910/1932 em relação a verbas remuneratórias de servidor público
- 2 natureza do ato normativo (ato único) e efeitos para fins de prescrição
- 3 se aulas excedentes ministradas dentro dos limites da jornada legal configuram horas extras
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o exame das alegações implicaria reexame de fatos e provas (Súmula 7/STJ) e porque o agravante não comprovou o dissídio jurisprudencial por meio do cotejo analítico exigido nem indicou com precisão os dispositivos legais objeto de divergência, atraindo a Súmula 284/STF; ademais, a ausência de comprovação documental da incorporação da gratificação impediu o reconhecimento da prescrição ou da quitação.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Agravo apresentado pelo MUNICÍPIO DE CALDAS NOVAS à decisão que não admitiu seu Recurso Especial. O apelo, fundamentado no artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS, assim resumido: REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA E CONDENATÓRIA. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. PROFESSORA. HORAS EXTRAS. ADICIONAL DE 50%. BASE DE CÁLCULO. GRATIFICAÇÃO DE REGÊNCIA DE CLASSE. REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CONHECIDAS E DESPROVIDAS. Quanto à primeira controvérsia, pelas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega violação e interpretação divergente do art. 1º do Decreto nº 20.910/1932, no que concerne ao reconhecimento da prescrição quinquenal da pretensão relativa à gratificação de regência de classe, extinta pela Lei Complementar Municipal, configurando ato único de efeitos concretos. Traz a seguinte argumentação: O v. acórdão recorrido merece reforma por violar diretamente a legislação federal, notadamente o disposto no art. 1º do Decreto nº 20.910/1932, que regula a prescrição quinquenal nas ações contra a Fazenda Pública, ensejando a admissão do presente Recurso Especial, com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal. A controvérsia diz respeito à condenação do Município de Caldas Novas a realizar a incorporação novamente e ao pagamento retroativo da gratificação de regência de classe, APESAR DE TAL PARCELA TER SIDO EXTINTA POR MEIO DA LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL Nº 007/2011, a qual revogou expressamente o dispositivo que previa o pagamento autônomo da referida gratificação, promovendo, ainda, sua incorporação definitiva ao vencimento básico dos servidores da educação. Trata-se, portanto, de ATO ÚNICO NORMATIVO DE EFEITOS CONCRETOS E PERMANENTES, cujos efeitos foram imediatos, objetivos e plenamente conhecidos tanto pela Administração quanto pelos servidores atingidos (fl. 619). A jurisprudência consolidada do C. STJ, conforme transcrita em tópico anterior, bem como de diversos Tribunais estaduais, corrobora o entendimento de que, as verbas remuneratórias de servidores públicos estão sujeitas a esse prazo prescricional, mesmo quando decorrentes de gratificações vinculadas ao exercício de função específica (fl. 621). No referido caso, o Tribunal mineiro entendeu que, ultrapassado o prazo quinquenal entre o fato gerador da dívida e a propositura da ação, deve ser reconhecida a prescrição, extinguindo-se o feito. .. Esse julgado reforça a aplicação uniforme da prescrição quinquenal contra a Fazenda Pública, seja em ações indenizatórias ou referentes a direitos funcionais, como no presente caso, em que se discute a gratificação de regência de classe, já prescrita (fl. 622). Quanto à segunda controvérsia, pela alínea "c" do permissivo constitucional, a parte recorrente defende que as aulas excedentes ministradas dentro dos limites da jornada legal não configuram horas extras, salvo se comprovada a extrapolação da carga horária máxima semanal, trazendo a seguinte argumentação: O acórdão recorrido também se afasta do entendimento consolidado de outros Tribunais como o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Apelação Cível nº 0301611- 23.2015.8.24.0008) ao equiparar automaticamente as aulas excedentes ministradas por professores a serviço extraordinário, mesmo quando não demonstrada a extrapolação da carga horária máxima semanal (fl. 622). A jurisprudência majoritária distingue claramente "aulas excedentes" de "jornada extraordinária", reconhecendo que aquelas constituem modalidade de substituição ou complementação da carga horária, com regramento próprio e remuneração específica prevista na legislação local, e somente podem ser remuneradas com adicional de horas extras quando efetivamente ultrapassado o limite máximo legal da jornada. Ao desconsiderar esse entendimento consolidado e conferir tratamento de hora extra às aulas excedentes ministradas dentro da jornada regular, o Tribunal de origem criou interpretação isolada e incompatível com a jurisprudência dominante, violando o dever de uniformidade interpretativa e ocasionando insegurança jurídica. A divergência jurisprudencial existente entre o acórdão recorrido e as decisões de outros Tribunais demonstra a necessidade de intervenção do Superior Tribunal de Justiça para uniformizar o entendimento, tanto sobre a aplicação do prazo prescricional às verbas remuneratórias estatutárias, quanto sobre o correto enquadramento jurídico das aulas excedentes no regime jurídico do magistério público (fl. 623). É o relatório. Decido. Quanto à primeira controvérsia, o Tribunal a quo se manifestou nos seguintes termos: Embora tenha sido mencionado na sentença que a gratificação de regência de classe foi incorporada ao salário da autora, não há nos autos qualquer documento capaz de demonstrar tal incorporação, especialmente nos contracheques juntados (mov. 1, arq. 5). A ausência dessa comprovação inviabiliza o reconhecimento da tese de quitação ou ainda da prescrição da pretensão de cobrança, e impõe o acolhimento do pedido da parte autora, a fim de garantir a implementação do adicional no percentual legal de 30% (trinta por cento) sobre o vencimento base (fl. 603). Assim, incide a Súmula n. 7 do STJ ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"), porquanto o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do acervo fático-probatório juntado aos autos. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 2.113.579/MG, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJEN de 27/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.691.829/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJEN de 28/3/2025; AREsp n. 2.839.474/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJEN de 26/3/2025; AgInt no REsp n. 2.167.518/RS, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJEN de 27/3/2025; AgRg no AREsp n. 2.786.049/SP, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJEN de 26/3/2025; AgRg no AREsp n. 2.753.116/RN, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 25/3/2025; AgInt no REsp n. 2.185.361/CE, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 28/3/2025; AgRg no REsp n. 2.088.266/MG, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJEN de 25/3/2025; AREsp n. 1.758.201/AM, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, DJEN de 27/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.643.894/DF, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJEN de 31/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.636.023/RS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 28/3/2025; AgInt no REsp n. 1.875.129/PE, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025. Ademais, não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, tendo em vista que a parte recorrente não realizou o indispensável cotejo analítico, que exige, além da transcrição de trechos dos julgados confrontados, a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência, com a indicação da existência de similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e o(s) paradigma(s) indicado(s), não bastando, portanto, a mera transcrição de ementas ou votos. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu: "Nos termos dos arts. 1.029, § 1º, do CPC; e 255, § 1º, do RISTJ, a divergência jurisprudencial, com fundamento na alínea c do permissivo constitucional, exige comprovação e demonstração, em qualquer caso, por meio de transcrição dos trechos dos acórdãos que configurem o dissídio. Devem ser mencionadas as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados, a evidenciar a similitude fática entre os casos apontados e a divergência de interpretações, providência não realizada nos autos deste recurso especial" ;(AgInt no AREsp n. 2.275.996/BA, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, DJEN de 20/3/2025). Ainda nesse sentido: "A divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais impede o conhecimento do Recurso Especial, com base na alínea "c" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal". (AgInt no REsp n. 1.903.321/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 16.3.2021.) Confiram-se também os seguintes julgados: AgInt no REsp n. 2.168.140/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.452.246/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 20/3/2025; REsp n. 2.105.162/RJ, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 19/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.243.277/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda Turma, DJEN de 19/3/2025; AgInt no REsp n. 2.155.276/SP, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, DJEN de 18/3/2025; AgRg no REsp n. 2.103.480/PR, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJEN de 7/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.702.402/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.735.498/MT, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.169.326/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 27/2/2025; AREsp n. 2.732.296/GO, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJEN de 25/2/2025; EDcl no AgInt no AREsp n. 2.256.359/MS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJEN de 21/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.620.468/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 20/12/2024. Além disso, verifica-se que a pretensão da parte agravante é de ver reconhecida a existência de dissídio jurisprudencial, que tem por objeto a mesma questão aventada sob os auspícios da alínea "a" do permissivo constitucional, que, por sua vez, foi obstaculizada pelo enunciado da Súmula n. 7/STJ. Quando isso acontece, impõe-se o reconhecimento da inexistência de similitude fática entre os arestos confrontados, requisito indispensável ao conhecimento do Recurso Especial pela alínea "c". Nesse sentido: "O recurso especial não pode ser conhecido com fundamento na alínea c do permissivo constitucional, porquanto o óbice da Súmula n. 7/STJ impede o exame do dissídio jurisprudencial quando, para a comprovação da similitude fática entre os julgados confrontados, é necessário o reexame de fatos e provas" ;(AgInt no REsp n. 2.175.976/DF, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 20/2/2025). Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 2.037.832/RO, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJEN de 25/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.365.913/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJEN de 21/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.701.662/GO, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 20/12/2024; AgInt no AREsp n. 2.698.838/SC, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, DJEN de 19/12/2024; AgInt no REsp n. 2.139.773/PR, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJEN de 2/12/2024; AgInt no REsp n. 2.159.019/MG, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 16/10/2024. Quanto à segunda controvérsia, incide a Súmula n. 284/STF, tendo em vista que a parte recorrente deixou de indicar com precisão quais dispositivos legais seriam objeto de dissídio interpretativo, o que atrai, por conseguinte, o enunciado da citada Súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça já se manifestou no sentido de que, "uma vez observado, no caso concreto, que nas razões do recurso especial não foram indicados os dispositivos de lei federal acerca dos quais supostamente há dissídio jurisprudencial, a única solução possível será o não conhecimento do recurso por deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF". (AgRg no REsp 1.346.588/DF, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Corte Especial, DJe de 17.3.2014.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: ;AgInt no AREsp n. 2.452.246/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 20/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.735.121/MS, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda Turma, DJEN de 6/3/2025; AgRg no REsp n. 2.166.569/PR, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJEN de 5/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.612.922/BA, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, DJEN de 5/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.615.470/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.670.085/RS, relator Ministro Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS), Terceira Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no REsp n. 2.087.937/RS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 24/2/2025, DJEN de 27/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.593.766/RS, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, DJEN de 24/2/2025; AgRg no REsp n. 2.125.234/PR, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJEN de 24/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.256.523/RJ, relator Ministro Gurgel de Faria, relator para acórdão Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJEN de 12/12/2024; AgRg no REsp n. 2.034.002/PR, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 3/6/2024. Ademais, não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, tendo em vista que a parte recorrente não realizou o indispensável cotejo analítico, que exige, além da transcrição de trechos dos julgados confrontados, a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência, com a indicação da existência de similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e o(s) paradigma(s) indicado(s), não bastando, portanto, a mera transcrição de ementas ou votos. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA