HC 936067 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a decisão de pronúncia foi fundamentada em elementos colhidos tanto na fase policial quanto em prova judicialmente produzida, não havendo violação do art. 155 do CPP; além disso, questões que demandariam revolvimento de provas ou que não foram apreciadas especificamente pelo tribunal a quo (como a tese de testemunhos de "ouvi dizer") não podem ser examinadas originariamente por esta Corte sem supressão de instância, e a reanálise fático-probatória é incabível na via do habeas corpus.
- Parties
- Agravante: ANDERSON MELLO RIOS; Ministério Público: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul - 2ª Câmara Criminal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Julgamento Colegiado Quinta Turma (decisão Por Unanimidade)
- Outcome
- Agravo regimental a que se nega provimento
- Legal Topics
- Princípio Da Colegialidade, Pronúncia, Art. 155 Do CPP, Testemunhos Indiretos / Hearsay, Supressão De Instância, Revolvimento Do Material Fático Probatório, Tribunal Do Júri
Case Brief
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Parties
ANDERSON MELLO RIOS
Agravante
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
Ministério Público
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul - 2ª Câmara Criminal
Tribunal a Quo
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Julgamento Colegiado Quinta Turma (decisão Por Unanimidade)
Legal Issues
- 1 ofensa ao princípio da colegialidade pela decisão monocrática
- 2 possível fundamentação da pronúncia exclusivamente em elementos do inquérito (art. 155 do CPP)
- 3 uso de depoimentos de "ouvi dizer" como base para pronúncia
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a decisão de pronúncia foi fundamentada em elementos colhidos tanto na fase policial quanto em prova judicialmente produzida, não havendo violação do art. 155 do CPP; além disso, questões que demandariam revolvimento de provas ou que não foram apreciadas especificamente pelo tribunal a quo (como a tese de testemunhos de "ouvi dizer") não podem ser examinadas originariamente por esta Corte sem supressão de instância, e a reanálise fático-probatória é incabível na via do habeas corpus.
Court Disposition
Agravo regimental a que se nega provimento
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
Full Case Text
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