AREsp 2227430 - DECISAO
O STJ concluiu que os crimes previstos nos arts. 14 e 16 da Lei 10.826/2003 protegem bens jurídicos distintos e, portanto, não se aplica o princípio da consunção; por consequência reconheceu-se o concurso formal entre os delitos, com acréscimo de 1/6 sobre a pena do crime mais grave (art. 16), e, por aplicação da Súmula 636 e jurisprudência correspondente, admitiu-se a prova da reincidência mediante folha de antecedentes criminais fornecida pela Polícia Civil, reconhecendo a agravante da reincidência para Sérgio Chaves Mobrizi Júnior e Amarílio Alves Feitosa e determinando a readequação da dosimetria das penas.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Agravado: Sérgio Chaves Mobrizi Júnior; Agravado: Edilberto Nepoziano da Silva Júnior; Agravado: Kaoan Santos Rosa; Agravado: Fábio José Gonçalves França; Agravado: João Paulo Uchoas de Andrade; Agravado: Amarílio Alves Feitosa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão De Conhecimento E Provimento Do Agravo
- Outcome
- Agravo conhecido e provido
- Legal Topics
- Princípio Da Consunção, Concurso Formal, Reincidência, Dosimetria Da Pena, Estatuto Do Desarmamento (lei 10.826/2003)
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Agravante
Sérgio Chaves Mobrizi Júnior
Agravado
Edilberto Nepoziano da Silva Júnior
Agravado
Kaoan Santos Rosa
Agravado
Fábio José Gonçalves França
Agravado
João Paulo Uchoas de Andrade
Agravado
Amarílio Alves Feitosa
Agravado
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão De Conhecimento E Provimento Do Agravo
Legal Issues
- 1 Aplicação do princípio da consunção entre os arts. 14 e 16 da Lei 10.826/2003
- 2 Possibilidade de reconhecimento da agravante da reincidência mediante folha de antecedentes criminais expedida pela Polícia Civil
- 3 Readequação da dosimetria em face do reconhecimento do concurso formal e da reincidência
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que os crimes previstos nos arts. 14 e 16 da Lei 10.826/2003 protegem bens jurídicos distintos e, portanto, não se aplica o princípio da consunção; por consequência reconheceu-se o concurso formal entre os delitos, com acréscimo de 1/6 sobre a pena do crime mais grave (art. 16), e, por aplicação da Súmula 636 e jurisprudência correspondente, admitiu-se a prova da reincidência mediante folha de antecedentes criminais fornecida pela Polícia Civil, reconhecendo a agravante da reincidência para Sérgio Chaves Mobrizi Júnior e Amarílio Alves Feitosa e determinando a readequação da dosimetria das penas.
Court Disposition
Agravo conhecido e provido
Orders
- Reconhecer a agravante da reincidência em relação aos réus Sérgio Chaves Mobrizi Júnior e Amarílio Alves Feitosa
- Restabelecer, quanto a todos os agravados, a condenação pelo delito do art. 14 da Lei n. 10.826/2003 e reconhecer o concurso formal com o crime do art. 16, caput, do mesmo diploma legal
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment