AREsp 1567970 - DECISAO
O relator não conheceu do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida (incidência das Súmulas 7 e 83 e ausência de violação ao art. 489, § 1º do NCPC), violando o princípio da dialeticidade, de modo que, nos termos do art. 932, III, do CPC/15,...
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- Parties
- Agravante: MARCELO VITO JUNIOR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial (admissibilidade)
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Princípio Da Dialeticidade, Súmula 7/stj, Súmula 83/stj, Art. 489, § 1º Do NCPC, Art. 1.042 Do Cpc/15, Art. 932, III, Do Cpc/15, Enunciado 3 Do Plenário Do STJ, RISTJ Art. 253, Parágrafo Único, I
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Parties
MARCELO VITO JUNIOR
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial (admissibilidade)
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do agravo em recurso especial
- 2 Dever de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida
- 3 Aplicação das Súmulas 7 e 83 do STJ
Ratio Decidendi
O relator não conheceu do agravo em recurso especial porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida (incidência das Súmulas 7 e 83 e ausência de violação ao art. 489, § 1º do NCPC), violando o princípio da dialeticidade, de modo que, nos termos do art. 932, III, do CPC/15, o recurso não preenche os requisitos de admissibilidade e deve ser não conhecido, conforme art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por MARCELO VITO JUNIORde decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Pauloque não admitiu o recurso especial, sob os seguintes fundamentos: a) incidência daSúmula 83 em relação ao cabimento de agravo de instrumento em hipóteses diversas das contidas no rol do art. 1015 do NCPC; b) não houve violação ao art. 489, § 1º, do NCPC; c) quanto aos demais dispositivos"Não ficou demonstrada a alegada vulneração aos dispositivos arrolados,pois as exigências legais na solução das questões de fato e de direito dalide foram atendidas pelo acórdão ao declinar as premissas nas quaisassentada a decisão" (e-STJ, fl. 362); d) incidência da Súmula 7 destaCorte. É o relatório. Passo a decidir. O recurso não merece sequer conhecimento. De início, cumpre salientar que o presente recurso será examinado à luz do Enunciado 3 do Plenário do STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." Observa-se que o agravo previsto no art. 1.042 do CPC/15 tem por objetivo o processamento do recurso especial inadmitido pela Corte de origem. Assim, é imperioso que, nas razões recursais, o agravante demonstre expressamente o desacerto da decisão agravada. In casu, a parte agravante não rebateu, como lhe competia, todos os referidos fundamentos da decisão recorrida, pois deixou de impugnar as Súmulas 7 e 83/STJ, bem como que não houve violação ao art. 489, § 1º, do NCPC. Com efeito, o princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar por que razão a decisão recorrida não deve ser mantida, demonstrando o seu desacerto, seja do ponto de vista procedimental (error in procedendo), seja do ponto de vista do próprio julgamento (error in judicando), porquanto não atende ao princípio em tela o recurso que se limita a tão só afirmar a tese jurídica interessante à sua pretensão, sem confrontar, de forma juridicamente balizada, os fundamentos adotados na decisão que busca reformar. Incide, na hipótese, o art. 932, III, do CPC/15, que permite ao Relator não conhecer de recurso que não impugna especificamente os fundamentos da decisão recorrida. Diante do exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se.