AREsp 1793846 - ACORDAO
O agravo interno foi desprovido porque a agravante não impugnou especificamente os fundamentos utilizados pelo Tribunal local para inadmitir o recurso especial, apresentando apenas refutações genéricas; aplica-se o princípio da dialeticidade e a Súmula 182/STJ, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015.
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- Parties
- Agravante: ADBENS ADMINISTRADORA E PARTICIPAÇÕES DE BENS EIRELI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática Da Presidência Que Não Conheceu Do Agravo Em Recurso Especial; Agravo Interno Interposto
- Outcome
- Agravo interno desprovido; negar provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Princípio Da Dialeticidade, Inadmissão De Recurso, Súmula 182/stj, Agravo Interno
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Parties
ADBENS ADMINISTRADORA E PARTICIPAÇÕES DE BENS EIRELI
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática Da Presidência Que Não Conheceu Do Agravo Em Recurso Especial; Agravo Interno Interposto
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Súmula 182/STJ em caso de agravo em recurso especial
- 2 Obrigatoriedade de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissão
- 3 Impedimento do conhecimento do recurso pela ausência de impugnação específica
Ratio Decidendi
O agravo interno foi desprovido porque a agravante não impugnou especificamente os fundamentos utilizados pelo Tribunal local para inadmitir o recurso especial, apresentando apenas refutações genéricas; aplica-se o princípio da dialeticidade e a Súmula 182/STJ, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015.
Court Disposition
Agravo interno desprovido; negar provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão agravada por seus próprios fundamentos
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Luis Felipe Salomão, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Marco Buzzi. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO REVISIONAL - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA AUTORA. 1. Em razão do princípio da dialeticidade, deve o agravante demonstrar, de modo fundamentado, o desacerto da decisão que não admitiu o apelo extremo. 2. Razões do agravo que não impugnaram especificamente os fundamentos invocados na decisão de inadmissão do recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 182/STJ. 3. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO Cuida-se de agravo interno, interposto por ADBENS ADMINISTRADORA E PARTICIPAÇÕES DE BENS EIRELI, contra decisão monocrática de fls. 1052-1054, e-STJ, da lavra da Presidência desta Corte, que não conheceu do agravo em recurso especial, por ofensa ao princípio da dialeticidade. Irresignada, a agravante interpõe o presente agravo interno (fls. 1062-1070, e-STJ), no qual defende, em suma, que o agravo em recurso especial deve ser conhecido. Em petição de fls. 1075-1084, e-STJ, a ora agravante solicitou a concessão de efeito suspensivo ao recurso, pleito este indeferido às fls. 1095-1097, e-STJ. Não houve impugnação (fls. 1094, e-STJ). É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO REVISIONAL - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA AUTORA. 1. Em razão do princípio da dialeticidade, deve o agravante demonstrar, de modo fundamentado, o desacerto da decisão que não admitiu o apelo extremo. 2. Razões do agravo que não impugnaram especificamente os fundamentos invocados na decisão de inadmissão do recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 182/STJ. 3. Agravo interno desprovido. VOTO O agravo interno não merece acolhida, na medida em que os argumentos apresentados pela parte não infirmam a decisão atacada. 1. Não merece reparo a decisão agravada no que toca à aplicabilidade da Súmula 182/STJ à controvérsia. Com efeito, é assente na jurisprudência desta Corte o entendimento de que a ausência de impugnação de todos os fundamentos expostos pelo Tribunal local para inadmitir o apelo nobre constitui violação ao princípio da dialeticidade, o que impede o conhecimento do agravo em recurso especial, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e da Súmula 182/STJ. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados: AREsp 588.871/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Rel. p/ Acórdão Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/05/2019, DJe 27/05/2019; AgInt no AREsp 1416343/SP, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/05/2019, DJe 30/05/2019; AgInt no AREsp 1441415/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 24/06/2019, DJe 26/06/2019; e AgInt no AREsp 884.650/ES, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 20/03/2018, DJe 23/03/2018. No caso em tela, verifica-se que o Tribunal local inadmitiu o recurso especial com lastro nas Súmulas 282, 283, 284 do STF e 211, 5, 7 e 83 do STJ. Tem-se, contudo, que, em seu agravo (art. 1042 do CPC/2015), a insurgente limitou-se a refutar de modo genérico a alegada necessidade de revolvimento de matéria probatória no apelo e a reafirmar a existência de ofensa aos dispositivos de lei dispostos no recurso especial. Não houve, portanto, impugnação aos fundamentos efetivamente utilizados pela Corte local para barrar o apelo extremo na origem. Desta forma, de rigor a manutenção da decisão agravada por seus próprios fundamentos. 2. Do exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.