AREsp 1830124 - ACORDAO
O agravo interno foi desprovido porque a agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão monocrática, violando o princípio da dialeticidade, razão pela qual se aplica o art. 1.021, §1º, do CPC/15 e o óbice enunciado na Súmula 182 do STJ; não se aplicou multa recursal por ausência, no presente...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: BANIF INVESTIMENTO PARTICIPACOES S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento/admissibilidade (presidência Do Stj)
- Outcome
- Agravo interno desprovido (negar provimento ao recurso)
- Legal Topics
- Princípio Da Dialeticidade, Admissibilidade De Recurso, Art. 1.021, §1º, Do Cpc/15, Súmula 182 Do STJ, Multa Recursal (art. 1.021, §4º, Cpc/15)
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Parties
BANIF INVESTIMENTO PARTICIPACOES S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento/admissibilidade (presidência Do Stj)
Legal Issues
- 1 Violação do princípio da dialeticidade por não impugnação específica dos fundamentos da decisão monocrática
- 2 Admissibilidade do agravo interno e do agravo em recurso especial
- 3 Aplicação do art. 1.021, §1º, do CPC/15 e da Súmula 182 do STJ
Ratio Decidendi
O agravo interno foi desprovido porque a agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão monocrática, violando o princípio da dialeticidade, razão pela qual se aplica o art. 1.021, §1º, do CPC/15 e o óbice enunciado na Súmula 182 do STJ; não se aplicou multa recursal por ausência, no presente momento, de intuito meramente protelatório.
Court Disposition
Agravo interno desprovido (negar provimento ao recurso)
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Não aplicar a multa recursal prevista no art. 1.021, §4º, do CPC/15, por ausência de intuito meramente protelatório
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Luis Felipe Salomão, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Luis Felipe Salomão.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO MARCO BUZZI (Relator): Trata-se de agravo interno interposto por BANIF INVESTIMENTO PARTICIPACOES S.A. , RAMOS E ZUANON ADVOGADOS, em face da decisão acostada às fls. 1654-1656 e-STJ, da lavra da Presidência do STJ, que não conheceu do agravo (art. 1.042 do CPC/15), por meio do qual aora insurgentepretendiaver admitido o recurso especial. Em julgamento monocrático, não se conheceu do reclamo por ofensa ao princípio da dialeticidade. Inconformada, interpôs o presente agravo interno (fls. 1675-1696 e-STJ) no qual se limita a reiterar as teses do apelo nobre. Impugnação às fls. 1718-1726 e-STJ. É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA DO STJ QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA DEMANDADA. 1. Razões do agravo em recurso especial que não impugnaram especificamente os fundamentos da decisão proferida em juízo prévio de admissibilidade, violando o princípio da dialeticidade, o que autorizou o não conhecimento do reclamo, nos termos do art. 932, inc. III, do CPC/2015. 2. Agravo interno desprovido. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO MARCO BUZZI (Relator):O agravo interno não ultrapassa o conhecimento. 1. Consoante entendimento deste Tribunal, pelo princípio da dialeticidade, compete à parte recorrente infirmar todos os fundamentos do capítulo impugnado na decisão monocrática. A ausência dessa impugnação específica torna forçoso o não conhecimento do reclamo, por aplicação do quanto disposto no art. 1.021, §1º, do CPC/15. Aplicável, ainda o óbice enunciado na Súmula 182 do STJ, a saber: "é inviável o agravo do art. 545 do CPC/73 que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Confira-se, nesse sentido, os seguintes julgados: AgInt no AREsp 1074988/RJ, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 22/08/2017, DJe 31/08/2017; AgInt no AREsp 877.856/RJ, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 08/11/2016, DJe 23/11/2016; AgInt nos EDcl no AREsp 1017447/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/06/2017, DJe 02/08/2017; AgInt nos EDcl no AREsp 863.863/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 01/06/2017, DJe 09/06/2017. No caso em comento, a decisão agravada não conheceu do reclamo por ofensa ao princípio da dialeticidade. A parte insurgente, na presente irresignação, deixou, novamente, de infimar este fundamento, limitando-se a reiterar as teses do apelo nobre. Assim, deixou de infirmar o conteúdo da decisão ora impugnada. Desta forma, impõe-se aplicação do artigo 1.021, §1º, do CPC/15 e, ainda, do óbice enunciado na Súmula 182 do STJ, porquanto inexistiu ataque específico aos fundamentos da decisão monocrática agravada. 2. Deixa-se de aplicar a multa recursal prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/15, pois não se observa, no presente momento, o intuito meramente protelatório do presente agravo interno. Desde já, entretanto, adverte-se que a utilização de expedientes protelatórios poderá ensejar a aplicação das penalidades legais. 3.Do exposto, não se admite o agravo interno. É como voto.