AREsp 2785198 - ACORDAO
O agravo interno não foi conhecido porque a agravante deixou de impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão monocrática que não conheceu do agravo em recurso especial, apresentando argumentos genéricos que não atendem ao princípio da dialeticidade recursal previsto nos arts. 932, III, e 1.021, §1º, do...
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- Parties
- Agravante: ENGIE BRASIL ENERGIA S.A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Proferida Em Sessão Virtual
- Outcome
- Agravo interno não conhecido
- Legal Topics
- Princípio Da Dialeticidade, Impugnação Específica, Agravo Interno, Súmula 182/stj, Admissibilidade De Recurso Especial
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Parties
ENGIE BRASIL ENERGIA S.A
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Proferida Em Sessão Virtual
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada
- 2 incidência do princípio da dialeticidade recursal
- 3 aplicação dos arts. 932, III, e 1.021, §1º, do CPC
Ratio Decidendi
O agravo interno não foi conhecido porque a agravante deixou de impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão monocrática que não conheceu do agravo em recurso especial, apresentando argumentos genéricos que não atendem ao princípio da dialeticidade recursal previsto nos arts. 932, III, e 1.021, §1º, do CPC, e na Súmula n. 182/STJ.
Court Disposition
Agravo interno não conhecido
Orders
- Não conhecer do agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 11/09/2025 a 17/09/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Marco Aurélio Bellizze, Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela e Francisco Falcão votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DESCUMPRIMENTO DO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. ARTS. 932, III, E 1.021, §1º, AMBOS DO CPC. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 182/STJ. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO. 1. "Em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182 do STJ". (AgInt no AREsp n. 2.067.588/SP, rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 20/8/2024) 2. "Verificada a ausência de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, não se conhece do agravo interno, diante da inobservância do princípio da dialeticidade, conforme exigem os arts. 932, III, e 1.021, § 1º, do CPC/2015". (AgInt no AREsp n. 2.590.320/SP, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 15/8/2024) 3. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO Cuida-se de agravo interno interposto por ENGIE BRASIL ENERGIA S.A, contra a decisão desta Relatoria (fls. 3.835-3.843), que não conheceu do agravo do recurso especial, ante a incidência do enunciado da Súmula n. 182 do STJ, por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão de inadmissão (fls. 3.052-3.056) do recurso especial de fls. 2.948-2.992 na origem. Nas razões recursais, a parte agravante defende que: " .. no próprio relatório da r. decisão ora agravada consta transcrição dos fundamentos da pretensão recursal deduzida no Agravo em Recurso Especial, em que se verifica a expressa impugnação dos fundamentos da r. decisão que não admitiu o Recurso Especial. .. a r. decisão, ora agravada, incorre em violação ao art. 1.022, I, do CPC, posto que sua fundamentação contradiz o que foi nela relatado anteriormente." (fl. 3.856). Ademais, reforça novamente a suposta ocorrência de violação aos arts. 485, VI, 489, §1º, IV e V, e 1.022, I e II, todos do CPC, pois: " .. no âmbito dos vv. acórdãos recorridos verificou-se, data máxima vênia, omissão em relação à incidência do princípio da adstrição, posto que o decisum foi prolatado em sentido distinto do mérito da pretensão do Agravado; e contradição entre (i) a constatação da ausência de fundamento para amparar o pedido e (ii) o não reconhecimento da falta de interesse processual, em violação ao que prescreve o artigo 485, inciso IV, do Código de Processo Civil. .. não obstante ter reconhecido a inadequação da pretensão do Agravado e a propriedade dos argumentos da Agravante, deixou de extinguir o processo, o que, com todo respeito, violou o artigo 485, inciso VI, e o artigo 1.022, inciso I, ambos do CPC. .. o e. Tribunal a quo se negou a extinguir o processo, sem julgamento de mérito, o que, respeitosamente, deveria ter sido adotado e acabou por infringir o artigo 485, inciso VI do CPC. Além disso, respeitosamente, prolatou um v. acórdão contraditório e deixou de sanar o vício, não obstante a oposição de Embargos de Declaração que foram apresentados justamente com essa finalidade." (fls. 3.857-3.859). Argumenta pela ocorrência de ataque específico à incidência do enunciado da Súmula n. 83 do STJ, ao considerar que: " .. Este colendo Superior Tribunal de Justiça já prolatou entendimento, em caso semelhante, no sentido de que há afronta ao princípio da adstrição, previsto no artigo 492 do Código de Processo Civil. Confira-se a ementa do julgado: .. Segundo precedentes deste c. Superior Tribunal de Justiça, "Incorrendo o Tribunal Estadual em error in procedendo, ao decidir extra petita, o acórdão padece de vício insanável que determina a sua nulidade, requisitando a questão nova solução, na forma requerida pelo impetrante, pelo órgão jurisdicional competente." (STJ. RMS 15745/SC, Sexta Turma, Rel. Min. Hamilton Carvalhido. Julgado em 26.06.2003 e publicado no DJ em 04.08.2003). .. Diante disso, a r. decisão ora agravada, quanto à afirmação "deixou-se de apontar precedentes aptos e contemporâneos à finalidade pretendida", não deve prosperar, razão pela qual precisa ser provido esse Agravo Interno com o fim de reformar a r. decisão agravada no sentido de conhecer o Agravo em Recurso Especial, para que seja processado, julgado e ao final, provido." (fls. 3.865-3.866). Pugna por ter havido ataque específico à incidência do enunciado, por analogia, da Súmula n. 283 do STF, haja vista que: " .. os argumentos apresentados pela Agravante em seu Agravo em Recurso Especial demonstraram, de forma específica e fundamentada, em que medida os vv. acórdãos recorridos incorreram em violação aos dispositivos federais suscitados. Vejamos. .. a r. decisão agravada, ao não admitir o Agravo em Recurso Especial, acaba por chancelar a contrariedade aos dispositivos legais retromencionados e ao entendimento consolidado deste colendo Superior Tribunal de Justiça, o que não pode prevalecer, razão pela qual precisa ser provido esse Agravo Interno, reformando-se a r. decisão agravada, a fim de que seja conhecido o Agravo em Recurso Especial interposto." (fls. 3.866-3.871). Aduz pela impugnação específica à incidência do enunciado da Súmula n. 7 do STJ, ao considerar que: " .. a questão é puramente jurídica, posto que relacionada à correta interpretação de lei federal, de modo que deve ser provido esse Agravo com o fim de reformar a r. decisão agravada. Vejamos. .. não se pode falar em responsabilidade ambiental sem a efetiva concretização de um dano. Portanto, em não havendo dano ambiental comprovado, oriundo das atividades de implantação do empreendimento, não há pressuposto para a incidência da responsabilidade civil ambiental, questão, como dito, estritamente jurídica. .. Respeitosamente, não se verifica hipótese, muito menos necessidade de revolvimento de contexto fático-probatório, conforme exposto na r. decisão agravada. (fls. 3.871-3.876). Alega que: " .. com a prolação do v. acórdão (e-STJ - fls. 2600/2625) proferido pela c. 5ª Câmara Cível do e. TJ/PR em julgamento de Recurso de Apelação, integrado pelo v. acórdão (e-STJ - fls. 2782/2790) proferido em julgamento de Embargos de Declaração, integrado pelo v. acórdão (e-STJ - fls. 2668/2675) proferido em sede de Juízo de Retratação e integrado, por fim, pelo v. acórdão (e-STJ - fls. 3728/3732) proferido em julgamento de Embargos de Declaração, esta Agravante ratificou o complementou as razões de seu Recurso Especial (e- STJ - fls. 3526/2544), alegando, a violação aos artigos 18 da Lei 7.347/1985 e 492 do Código de Processo Civil, no que tange a vedação à condenação em honorários advocatícios em sede de ação civil pública, dada a necessária observância da simetria, da equidade e da isonomia entre as partes, de acordo com o entendimento reiterado e consolidade prolatado por esse colendo Superior Tribunal de Justiça. .. Todavia, o e. Tribunal a quo não conheceu da complementação do Recurso Especial (e-STJ - fls. 3587/3588), o que ensejou a interposição, em 04.06.2024, de Agravo em Recurso Especial Complementar (e-STJ - fls. 3741/3765). Verifica-se que não houve apenas ratificação, mas também complemento do mérito recursal após a integração do decisum, razão pela qual cabe, em função de tal omissão da r. decisão agravada, com todo o respeito, trazer este ponto à baila. .. com fundamento nos artigos 18 da Lei 7.347/1985 e 492 do Código de Processo Civil, e nos precedentes retro mencionados, requer, com todo respeito, seja reformada a r. decisão agravada, dada sua omissão em relação à matéria, no sentido de conhecer o Agravo em Recurso Especial interposto e determinar seja admitido o Recurso Especial, assim considerado segundo sua ratificação e complementação, para que seja processado, julgado e ao final provido, também no sentido de que sejam anulados os vv. acórdãos recorridos (e-STJ - fls. 2600/2625, 2782/2790, 2668/2675 e 3728/3732), determinando-se que outro acórdão seja proferido em seu lugar, com a proibição de que haja fixação de honorários de sucumbência, conforme razões expostas." (fls. 3.877-3.883). No mais, reitera os argumentos apresentados quando da interposição do agravo em recurso especial às fls. 3.418-3.467. Requer que seja conhecido e provido o agravo interno, para ao fim conhecer e prover o recurso especial no tocante aos pedidos formulados. Contraminuta da parte agravada pelo não provimento do agravo (fls. 3.901-3. 916). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DESCUMPRIMENTO DO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. ARTS. 932, III, E 1.021, §1º, AMBOS DO CPC. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 182/STJ. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO. 1. "Em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182 do STJ". (AgInt no AREsp n. 2.067.588/SP, rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 20/8/2024) 2. "Verificada a ausência de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, não se conhece do agravo interno, diante da inobservância do princípio da dialeticidade, conforme exigem os arts. 932, III, e 1.021, § 1º, do CPC/2015". (AgInt no AREsp n. 2.590.320/SP, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 15/8/2024) 3. Agravo interno não conhecido. VOTO O agravo interno em apreço não possui aptidão para ser conhecido. O art. 932, III, do CPC assevera que "incumbe ao relator (..) III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida". Idêntica redação consta no art. 255, §4º, I, do Regimento Interno do STJ. Ambos os dispositivos nasceram por inspiração no enunciado 182 da Súmula do STJ, que reza: É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. O regramento supramencionado é utilizado para o julgamento unipessoal dos processos no STJ, que não tenham obedecido o princípio da dialeticidade. Para o agravo interno, o CPC trouxe a previsão contida no art. 1.021, § 1º, segundo a qual, "na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada". No mesmo sentido é a dicção do art. 259, § 2º, do Regimento Interno do STJ. Na hipótese em análise, a decisão monocrática de fls. 3.835-3.843 não conheceu do agravo em recurso especial, ante incidência do enunciado da Súmula n. 182 do STJ (ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial na origem, quais sejam: ausência de indicação clara e precisa de dispositivos de lei federal violados e a importância deles para o deslinde da controvérsia; incidência, por analogia, da Súmula n. 283 do STF; e n. 7 e n. 83 do STJ), com base nos seguintes fundamentos : I - "Consoante ao primeiro fundamento, não houve a demonstração de forma clara e precisa, no referido agravo, de que a indicação dos supostos pontos omissos, contraditórios ou obscuros no acórdão recorrido teriam sido de dispositivo de lei e que a importância deles teria sido crucial para o deslinde da controvérsia. " (fl. 3.842); II - "No tocante ao segundo fundamento, entendo que os argumentos formulados foram genéricos, sem contudo demonstrar que o acórdão recorrido não teria outro fundamento suficiente para a sua manutenção." (fl. 3.842); III - "Quanto ao terceiro fundamento, compreendo que, das razões apresentadas no agravo, deixou-se de apontar precedentes aptos e contemporâneos à finalidade pretendida de demonstrar que o entendimento exposto na referida decisão não está pacificado no sentido do acórdão recorrido, ou que os precedentes utilizados não se aplicam, sob razões fundantes, ao caso sob exame." (fl. 3.842); IV - "Em face do quarto fundamento, tem-se que os argumentos apresentados foram novamente genéricos, não tendo sido demonstrado como seria possível a análise das apontadas violações sem que implique o revolvimento do conjunto fático-probatório, ao considerar ter somente havido, no acórdão do Tribunal , fundamentos de direito que motivassem aa quo referida afronta aos arts. 485, VI, 490, todos do CPC; 3º, IV, 10, e 14, §1º, da Lei n. 6.938/81; e 8º, VII, da Lei Complementar n. 140/11." (fl. 3.842). Todavia, em sede de agravo interno, a parte agravante deixou de atacar especificamente o primeiro fundamento, pois foram genéricas as argumentações formuladas, sem demonstrar que, no agravo em recurso especial, teriam sido, de forma clara e precisa, apresentados os argumentos no sentido de que a indicação dos supostos pontos omissos, contraditórios ou obscuros no acórdão recorrido teriam sido de dispositivo de lei e que a importância deles teria sido crucial para o deslinde da controvérsia. Ademais, não logrou êxito em impugnar o segundo fundamento, porquanto novamente genéricas as argumentações apresentadas, deixando de apontar que, no agravo em recurso especial, teria ocorrido a demonstração de que o fundamento apresentado na decisão de inadmissão do recurso especial (fl. 3.055) teria sido atacado quando da interposição do recurso especial, o qual fora considerado suficiente para manter íntegro o acórdão recorrido. Não triunfou em atacar o terceiro fundamento, haja vista que novamente as argumentações apresentaram-se genéricas, sem demonstrar que, no agravo em recurso especial, teriam sido apontados precedentes aptos e contemporâneos à finalidade pretendida de reconhecer que o entendimento exposto na referida decisão de inadmissibilidade do recurso especial não está pacificado no sentido do acórdão recorrido, ou que os precedentes utilizados não se aplicam, sob razões fundantes, no caso em comento. Por fim, não obteve sucesso em impugnar o quarto fundamento, porquanto novamente genéricas as argumentações expressas, deixando de demonstrar que, no agravo em recurso especial, teriam sido apontados tão somente os fundamentos de direito que motivassem as referidas afrontas legislativas quando da prolação do acórdão pelo Tribunal de origem. A respeito do tem a, saliente-se que, "em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182 do STJ." (AgInt no AREsp n. 2.067.588/SP, rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 20/8/2024) De fato, "o princípio da dialeticidade impõe à defesa o ônus de demonstrar o desacerto da decisão agravada. Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior, em obediência ao princípio da dialeticidade, os recursos devem impugnar, de maneira clara, objetiva, específica e pormenorizada todos os fundamentos da decisão contra a qual se insurgem, sob pena de vê-los mantidos". (AgRg no HC n. 783.172/SP, rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 15/2/2023) Desse modo, "verificada a ausência de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, não se conhece do agravo interno, diante da inobservância do princípio da dialeticidade, conforme exigem os arts. 932, III, e 1.021, § 1º, do CPC/2015". (AgInt no AREsp n. 2.590.320/SP, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 15/8/2024). No mesmo sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDO DE SEGURANÇA. RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. SUSPENSÃO DOS PRAZOS PROCESSUAIS NO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO FERIADO LOCAL QUANDO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. COVID-19. (..) 3. Em observância ao disposto no art. 1.021, § 1º, do CPC, que reforça o entendimento já consolidado na Súmula n. 182 do STJ, não se conhece de agravo interno que não impugna os fundamentos de decisão agravada. 4. Agravo interno não conhecido. (AgInt nos EDcl no MS n. 28.813/DF, rel. Min. João Otávio de Noronha, Corte Especial, DJe de 16/8/2024) Faço mister pontuar que o recurso especial de fls. 3.526-3.544 restou não conhecido pelo Tribunal a quo em decisão proferida às fls. 3.587-3.588, não tendo sido considerado, portanto, ratificação e/ou complementação do primeiro recurso especial outrora interposto. Portanto, coube somente a esta Corte de Justiça a análise do agravo em recurso especial de fls. 3.418-3.467, em face da decisão de inadmissibilidade de fls. 3.052-3.056, em consideração ao recurso especial interposto às fls. 2.948-2.992. Ante o exposto, não conheço do agravo interno. É como voto.