HC 911194 - DECISAO
A ordem foi denegada porque o valor da res furtiva (cinco quilos de picanha avaliados em R$ 300,00) é superior ao parâmetro de 10% do salário-mínimo vigente à época dos fatos; além disso, o furto foi praticado em concurso de agentes e a paciente ostenta maus antecedentes e reincidência, circunstâncias que aumentam a reprovabilidade e a periculosidade e, assim, impedem o reconhecimento da atipicidade material pelo princípio da insignificância; igualmente, tais fatos justificam a manutenção do regime inicial semiaberto e a impossibilidade de substituição da pena por restritivas de direitos, nos termos dos arts. 33, § 2º, e 44 do Código Penal e da Súmula n. 269/STJ.
- Parties
- Paciente: MARIA DE LOURDES DE SOUZA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação n. 1501164-96.2019.8.26.0506); Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória
- Outcome
- denegada a ordem de habeas corpus
- Legal Topics
- Princípio Da Insignificância, Furto Qualificado, Dosimetria Da Pena, Regime Prisional, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARIA DE LOURDES DE SOUZA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação n. 1501164-96.2019.8.26.0506)
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória
Legal Issues
- 1 incidência do princípio da insignificância no furto qualificado
- 2 valoração da res furtiva (R$ 300,00) em relação ao parâmetro de 10% do salário-mínimo
- 3 consideração do concurso de agentes, maus antecedentes e reincidência na aplicação da atipicidade material
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque o valor da res furtiva (cinco quilos de picanha avaliados em R$ 300,00) é superior ao parâmetro de 10% do salário-mínimo vigente à época dos fatos; além disso, o furto foi praticado em concurso de agentes e a paciente ostenta maus antecedentes e reincidência, circunstâncias que aumentam a reprovabilidade e a periculosidade e, assim, impedem o reconhecimento da atipicidade material pelo princípio da insignificância; igualmente, tais fatos justificam a manutenção do regime inicial semiaberto e a impossibilidade de substituição da pena por restritivas de direitos, nos termos dos arts. 33, § 2º, e 44 do Código Penal e da Súmula n. 269/STJ.
Court Disposition
denegada a ordem de habeas corpus
Orders
- Denegar a ordem de habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment