HC 939292 - DECISAO
Houve flagrante ilegalidade na decisão que afastou a atipicidade, pois a subtração sem violência de uma caixa de incenso avaliada em R$50,00, restituída pouco depois com captura do agente, apresenta mínima ofensividade, nenhuma periculosidade social, reduzido grau de reprovabilidade e inexpressividade da lesão jurídica; assim, aplica-se o princípio da insignificância, reconhecendo-se a atipicidade material e determinando-se a absolvição nos termos do art. 386, III, do CPP, sendo inadequado valer-se dos antecedentes ou reiteração para afastar a incidência do princípio.
- Parties
- Paciente: CAIO NATAN ROCHA DE SOUZA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Apelante: MINISTÉRIO PÚBLICO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Da Ordem De Ofício Em Habeas Corpus (decisão)
- Outcome
- Ordem concedida: reconhecida a atipicidade da conduta e absolvido CAIO NATAN ROCHA DE SOUZA nos termos do art. 386, III do Código de Processo Penal.
- Legal Topics
- Princípio Da Insignificância, Atipicidade Material, Furto (art. 155 Cp), Habeas Corpus, Reincidência, Dosimetria
Case Brief
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Parties
CAIO NATAN ROCHA DE SOUZA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO
Apelante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Da Ordem De Ofício Em Habeas Corpus (decisão)
Legal Issues
- 1 incidência do princípio da insignificância e consequente atipicidade material
- 2 possibilidade de habeas corpus como substitutivo de recurso próprio diante de flagrante ilegalidade
- 3 se os antecedentes e a reiteração do agente afetam a aplicação do princípio da insignificância
Ratio Decidendi
Houve flagrante ilegalidade na decisão que afastou a atipicidade, pois a subtração sem violência de uma caixa de incenso avaliada em R$50,00, restituída pouco depois com captura do agente, apresenta mínima ofensividade, nenhuma periculosidade social, reduzido grau de reprovabilidade e inexpressividade da lesão jurídica; assim, aplica-se o princípio da insignificância, reconhecendo-se a atipicidade material e determinando-se a absolvição nos termos do art. 386, III, do CPP, sendo inadequado valer-se dos antecedentes ou reiteração para afastar a incidência do princípio.
Court Disposition
Ordem concedida: reconhecida a atipicidade da conduta e absolvido CAIO NATAN ROCHA DE SOUZA nos termos do art. 386, III do Código de Processo Penal.
Orders
- Comunique-se com urgência o Tribunal de origem e o Juízo singular.
- O paciente deverá ser imediatamente colocado em liberdade se não estiver preso por outro motivo.
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