REsp 2134617 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque, nos autos, o valor da res furtiva (R$ 161,89 relativos a 11 tubos de desodorante) correspondia a 16,13% do salário-mínimo vigente à época, ultrapassando o percentual de 10% que, segundo a jurisprudência do STJ, afasta a aplicação do princípio da insignificância; ademais, tratou-se de furto qualificado (jurisprudência estadual e desta Corte entende ser inadequada a insignificância quando há rompimento de obstáculo ou concurso de agentes) e a restituição do bem não é suficiente, isoladamente, para admitir a bagatela, razão pela qual manteve-se a condenação e negou-se provimento ao recurso, conforme art. 255, § 4º, II.
- Parties
- Recorrente: MANOEL MESSIAS PALMEIRA; Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Interveniente (parecer): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 January 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Sobre Recurso Especial (negação De Provimento)
- Outcome
- Recurso especial negado provimento
- Legal Topics
- Princípio Da Insignificância, Furto Qualificado, Valoração Da Res Furtiva Em Relação Ao Salário Mínimo, Súmulas E Prequestionamento
Case Brief
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Parties
MANOEL MESSIAS PALMEIRA
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Recorrido
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente (parecer)
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Sobre Recurso Especial (negação De Provimento)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do princípio da insignificância ao furto qualificado
- 2 Incidência da qualificadora do art. 155, §4º, IV, do CP (rompimento de obstáculo ou concurso de agentes)
- 3 Critério do percentual de 10% do salário-mínimo para exclusão da insignificância
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque, nos autos, o valor da res furtiva (R$ 161,89 relativos a 11 tubos de desodorante) correspondia a 16,13% do salário-mínimo vigente à época, ultrapassando o percentual de 10% que, segundo a jurisprudência do STJ, afasta a aplicação do princípio da insignificância; ademais, tratou-se de furto qualificado (jurisprudência estadual e desta Corte entende ser inadequada a insignificância quando há rompimento de obstáculo ou concurso de agentes) e a restituição do bem não é suficiente, isoladamente, para admitir a bagatela, razão pela qual manteve-se a condenação e negou-se provimento ao recurso, conforme art. 255, § 4º, II.
Court Disposition
Recurso especial negado provimento
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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