REsp 2158697 - DECISAO
Por ausência de laudo pericial que comprove o valor ínfimo da res furtiva, não se pode presumir sua insignificância; além disso, a mera restituição do bem e a primariedade técnica do agente não são suficientes para configurar a atipicidade material. Assim, o princípio da insignificância é inaplicável e deve ser...
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- Parties
- Recorrente: Ministério Público de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Recurso especial provido para afastar a aplicação do princípio da insignificância e restabelecer a sentença condenatória.
- Legal Topics
- Princípio Da Insignificância, Furto Qualificado, Laudo De Avaliação, Restituição Do Bem
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Parties
Ministério Público de Minas Gerais
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do princípio da insignificância
- 2 Obrigatoriedade de laudo de avaliação para presumir insignificância
- 3 Efeito da restituição imediata do bem sobre a atipicidade material
Ratio Decidendi
Por ausência de laudo pericial que comprove o valor ínfimo da res furtiva, não se pode presumir sua insignificância; além disso, a mera restituição do bem e a primariedade técnica do agente não são suficientes para configurar a atipicidade material. Assim, o princípio da insignificância é inaplicável e deve ser restabelecida a sentença condenatória que foi afastada pelo tribunal a quo.
Court Disposition
Recurso especial provido para afastar a aplicação do princípio da insignificância e restabelecer a sentença condenatória.
Orders
- Dar provimento ao recurso especial
- Afastar a aplicação do princípio da insignificância
Full Case Text
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