HC 994278 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus porque o coator indicado não é tribunal sujeito à jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, sendo inviável a análise pelo STJ para evitar indevida supressão de instância, nos termos do art. 105, I, c, da Constituição Federal; e, com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do STJ, o...
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- Parties
- Impetrante: impetrante; Juiz Aposentado (investigado): José Eduardo Franco dos Reis; Autoridade Coatora Indicada: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Denunciante/ministério Público: Ministério Público; Pacientes (coletividade): pacientes
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Princípio Do Juiz Natural, Falsidade Ideológica, Uso De Documento Falso, Nulidade De Atos Judiciais, Competência Do Superior Tribunal De Justiça, Supressão De Instância
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Parties
impetrante
Impetrante
José Eduardo Franco dos Reis
Juiz Aposentado (investigado)
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora Indicada
Ministério Público
Denunciante/ministério Público
pacientes
Pacientes (coletividade)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 competência do STJ para processar habeas corpus quando autoridade coatora não é tribunal sujeito à sua jurisdição
- 2 possível nulidade das decisões proferidas por juiz que atuou sob identidade falsa
- 3 necessidade de apreciação pela instância de origem para evitar supressão de instância
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus porque o coator indicado não é tribunal sujeito à jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, sendo inviável a análise pelo STJ para evitar indevida supressão de instância, nos termos do art. 105, I, c, da Constituição Federal; e, com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do STJ, o pedido não foi conhecido.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de uma coletividade de pessoas em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O impetrante alega que o juiz aposentado José Eduardo Franco dos Reis, que atuou por 23 anos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) sob a identidade falsa de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, foi denunciado pelo Ministério Público por falsidade ideológica e uso de documento falso. Afirma que, durante sua carreira, o referido juiz proferiu inúmeras decisões judiciais, incluindo sentenças condenatórias que resultaram na prisão de diversos indivíduos, o que comprometeria gravemente a legitimidade de sua atuação como magistrado. A defesa sustenta que o princípio do juiz natural, consagrado no art. 5º, LIII, da Constituição Federal, foi flagrantemente violado, tornando nulas todas as decisões por ele proferidas, incluindo aquelas que determinaram a prisão dos pacientes. Requer, ao final, a concessão definitiva da ordem de habeas corpus, declarando a nulidade de todas as decisões judiciais proferidas por José Eduardo Franco dos Reis, que determinaram a prisão dos pacientes, por violação ao princípio do juiz natural, à Lei Orgânica da Magistratura e aos princípios da legalidade e moralidade. Solicita a notificação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na pessoa de seu Presidente, para prestar informações no prazo legal, a intimação do Ministério Público Federal para parecer, e a juntada de cópia da matéria publicada pelo G1 em 4/4/2025, que fundamenta o presente pedido. É o relatório. A irresignação não merece prosperar. Observa-se que o presente habeas corpus foi impetrado em caráter coletivo, indicando-se como autoridade coatora um Juiz de primeiro grau. Não há notícia de que o Tribunal de origem tenha apreciado o pedido objeto de ste writ, razão pela qual é inviável a análise da questão pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. Com efeito, o art. 105, I, c, da Constituição Federal dispõe que compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar habeas corpus somente quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, o que não se verifica na situação em questão. O pedido também não encontra amparo em nenhum dos casos de competência originária desta Corte Superior. Ante o exposto, com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA