RHC 200836 - DECISAO
O recurso em habeas corpus não foi conhecido por se tratar de matéria já objeto de impetração primeva e de outro habeas corpus, configurando inadmissível reiteração de pedidos, justificando o não conhecimento com amparo no art. 21, XIII, c e art. 34, XVIII, a do RISTJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Impetrante/recorrente: ARLAN PINTO DA SILVA; Órgão Julgador Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 July 2024
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Pedido De Liminar E Não Conhecimento Do Recurso
- Outcome
- Não conheço do recurso em habeas corpus.
- Legal Topics
- Prisão Cautelar Na Sentença, Direito De Recorrer Em Liberdade, Reiteração De Pedidos, Inadmissibilidade De Conhecimento
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Parties
ARLAN PINTO DA SILVA
Impetrante/recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão Julgador Recorrido
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Pedido De Liminar E Não Conhecimento Do Recurso
Legal Issues
- 1 presença dos requisitos legais para imposição da prisão cautelar na sentença
- 2 concessão do direito de apelar em liberdade
- 3 inadmissível reiteração de pedidos que impede o conhecimento do writ
Ratio Decidendi
O recurso em habeas corpus não foi conhecido por se tratar de matéria já objeto de impetração primeva e de outro habeas corpus, configurando inadmissível reiteração de pedidos, justificando o não conhecimento com amparo no art. 21, XIII, c e art. 34, XVIII, a do RISTJ.
Court Disposition
Não conheço do recurso em habeas corpus.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso em habeas corpus com pedido de liminar interposto por ARLAN PINTO DA SILVA contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Consta dos autos que o recorrente foi condenado, em primeiro grau de jurisdição, à pena de 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e 1.422 dias-multa, como incurso no art. 35, caput, c/c art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006 e no art. 2º, caput e §§ 2º e 4º, I, da Lei n. 12.850/2013. Por ocasião da prolação da sentença condenatória, foi decretada a prisão cautelar do ora recorrente. Objetivando a concessão do direito de apelar em liberdade, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de origem, cuja ordem foi denegada (fls. 95-99). O recorrente sustenta, em síntese, que não estão presentes os requisitos legais autorizadores para a imposição da prisão cautelar na sentença. Requer, liminarmente e no mérito, seja-lhe garantido o direito de recorrer em liberdade. É o relatório. A matéria aqui suscitada é também objeto do HC n. 924.612/SP, da relatoria da Ministra Daniela Teixeira. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, conforme a jurisprudência desta Corte Superior, da qual é exemplo o seguinte julgado: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. NULIDADE. ALEGADA VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO. ENTRADA FRANQUEADA PELO ACUSADO. REITERAÇÃO DE PEDIDOS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A matéria relativa à violação do domicílio já foi decidida por esta Corte Superior no julgamento do HC n. 692.133/SP. Deste modo, diante da inadmissível reiteração de pedidos, inviável o conhecimento do writ. 2. Apesar da alegação de se tratar de impugnação de atos processuais distintos (recebimento da denúncia e decretação da prisão preventiva), nota-se que a matéria de direito discutida nos presentes autos é a mesma daquela deduzida na impetração primeva, qual seja, a ilicitude do flagrante e das provas colhidas mediante a suposta indevida violação de domicílio, sem que as instâncias ordinárias tenham analisado qualquer novo elemento de prova. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 721.544/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 7/6/2022, DJe de 10/6/2022.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 34, XVIII, a, ambos do RISTJ, não conheço do recurso em habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA