REsp 1943585 - DECISAO

REsp 1943585 - DECISAO

O STJ entendeu que a ausência de prévia manifestação do Ministério Público não acarreta nulidade absoluta quando a decisão judicial foi proferida em caráter excepcional e não ocorreu demonstração de prejuízo (aplicando o princípio pas de nullité sans grief); reconheceu a discricionariedade do Juízo da Execução para conceder prisão domiciliar com base na Portaria Conjunta do TJMG e na Recomendação do CNJ em cenário de pandemia; e verificou que a análise para revogar o benefício exigiria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula 7/STJ, devendo o recurso especial ser conhecido em parte e ter seu provimento negado.

Parties
Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Recorrido: Luiz Fernando Junio Barros
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
27 August 2021
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Mérito (conhecimento Em Parte E Julgamento)
Outcome
recurso especial conhecido em parte e, nesta extensão, negado provimento
Legal Topics
Prisão Domiciliar, Nulidade Por Falta De Prévia Manifestação Do Ministério Público, Súmula 7/stj (vedação Ao Reexame De Provas), Portaria Conjunta Nº 19/pr Tjmg/2020, Recomendação Nº 62 Do CNJ, Artigos 67, 112 E 117 Da Lei De Execução Penal, Medidas Emergenciais Na Pandemia De COVID 19

Case Brief

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Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Recorrente

Luiz Fernando Junio Barros

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento De Mérito (conhecimento Em Parte E Julgamento)

  1. 1 ofensa aos artigos 67 e 112 da Lei de Execução Penal por ausência de oitiva prévia do Ministério Público
  2. 2 compatibilidade da concessão de prisão domiciliar a condenado em regime semiaberto com o art. 117 da LEP
  3. 3 competência discricionária do Juízo da Execução para medidas emergenciais durante a pandemia

Ratio Decidendi

O STJ entendeu que a ausência de prévia manifestação do Ministério Público não acarreta nulidade absoluta quando a decisão judicial foi proferida em caráter excepcional e não ocorreu demonstração de prejuízo (aplicando o princípio pas de nullité sans grief); reconheceu a discricionariedade do Juízo da Execução para conceder prisão domiciliar com base na Portaria Conjunta do TJMG e na Recomendação do CNJ em cenário de pandemia; e verificou que a análise para revogar o benefício exigiria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula 7/STJ, devendo o recurso especial ser conhecido em parte e ter seu provimento negado.

Court Disposition

recurso especial conhecido em parte e, nesta extensão, negado provimento

Orders

  • conheço em parte do recurso especial e, nesta extensão, nego-lhe provimento
  • Publique-se