HC 949232 - DECISAO
Verificado constrangimento ilegal e em consonância com a jurisprudência do STJ e do STF, concluiu-se que a agravante, mãe de criança menor de 12 anos, condenada definitivamente em regime semiaberto por crime sem violência e não dirigido ao filho, faz jus à prisão domiciliar; aplica‑se a presunção de imprescindibilidade dos cuidados maternos e, na ausência de situação excepcional que contraindique a medida, a ordem foi concedida de ofício para permitir o cumprimento da pena em regime domiciliar com monitoramento eletrônico.
- Parties
- Agravante / Paciente: MARIA SOUZA DO COUTO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental (habeas Corpus) / Julgamento De Agravo Regimental Sobre Habeas Corpus, Reconsideração Monocrática E Exame Do Pedido De Habeas Corpus
- Outcome
- Não conheceu do habeas corpus, todavia concedeu a ordem de ofício para deferir prisão domiciliar à paciente com monitoramento eletrônico.
- Legal Topics
- Prisão Domiciliar, Art. 117 Da LEP, Art. 318 Do CPP, Presunção De Imprescindibilidade Dos Cuidados Maternos, Jurisprudência Do STJ E STF
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARIA SOUZA DO COUTO
Agravante / Paciente
Procedural Posture
Agravo Regimental (habeas Corpus) / Julgamento De Agravo Regimental Sobre Habeas Corpus, Reconsideração Monocrática E Exame Do Pedido De Habeas Corpus
Legal Issues
- 1 Possibilidade de concessão de prisão domiciliar a sentenciada definitivamente condenada em regime semiaberto/fechado que seja mãe de criança menor de 12 anos
- 2 Aplicabilidade do art. 117 da LEP e do art. 318, V, do CPP a casos de execução definitiva
- 3 Se a imprescindibilidade dos cuidados maternos deve ser demonstrada ou é presumida
Ratio Decidendi
Verificado constrangimento ilegal e em consonância com a jurisprudência do STJ e do STF, concluiu-se que a agravante, mãe de criança menor de 12 anos, condenada definitivamente em regime semiaberto por crime sem violência e não dirigido ao filho, faz jus à prisão domiciliar; aplica‑se a presunção de imprescindibilidade dos cuidados maternos e, na ausência de situação excepcional que contraindique a medida, a ordem foi concedida de ofício para permitir o cumprimento da pena em regime domiciliar com monitoramento eletrônico.
Court Disposition
Não conheceu do habeas corpus, todavia concedeu a ordem de ofício para deferir prisão domiciliar à paciente com monitoramento eletrônico.
Orders
- Concedo a ordem de ofício para deferir prisão domiciliar à paciente, com monitoramento eletrônico.
- Comunique‑se, com urgência, o inteiro teor desta decisão ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e ao Juízo da Execução.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment