HC 616708 - ACORDAO
A Recomendação n.78/2020 do CNJ não é norma penal cuja irretroatividade pudesse ser alegada; ademais, a própria Recomendação 78/2020 restringe a aplicação das medidas de abrandamento (incluindo prisão domiciliar) a determinados condenados, excluindo expressamente os condenados por crimes hediondos e outros elencados no art.5-A; o agravante não demonstrou a impossibilidade de o estabelecimento prisional prestar o tratamento necessário nem a excepcionalidade exigida pelas normas e precedentes, de modo que a substituição da prisão por domiciliar não se justifica, devendo o agravo regimental ser desprovido.
- Parties
- Paciente / Agravante: JOÃO CAZAGRANDA FILHO; Órgão Ministerial / Parte Interessada: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Colegiado Pela Sexta Turma Do Superior Tribunal De Justiça (decisão De Regimento)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido (negado provimento)
- Legal Topics
- Prisão Domiciliar, Irretroatividade Da Lei Penal, Recomendação CNJ N.62/2020, Recomendação CNJ N.78/2020, COVID 19 E Sistema Prisional, Crimes Hediondos, Medidas Alternativas Ao Cárcere
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JOÃO CAZAGRANDA FILHO
Paciente / Agravante
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial / Parte Interessada
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Colegiado Pela Sexta Turma Do Superior Tribunal De Justiça (decisão De Regimento)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do princípio da irretroatividade em face de Recomendação do CNJ
- 2 Possibilidade de concessão de prisão domiciliar fundada nas Recomendações n.62/2020 e n.78/2020 do CNJ
- 3 Requisitos para a substituição da prisão por prisão domiciliar em razão da pandemia (grupo de risco, impossibilidade de tratamento na unidade prisional, risco concreto)
Ratio Decidendi
A Recomendação n.78/2020 do CNJ não é norma penal cuja irretroatividade pudesse ser alegada; ademais, a própria Recomendação 78/2020 restringe a aplicação das medidas de abrandamento (incluindo prisão domiciliar) a determinados condenados, excluindo expressamente os condenados por crimes hediondos e outros elencados no art.5-A; o agravante não demonstrou a impossibilidade de o estabelecimento prisional prestar o tratamento necessário nem a excepcionalidade exigida pelas normas e precedentes, de modo que a substituição da prisão por domiciliar não se justifica, devendo o agravo regimental ser desprovido.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido (negado provimento)
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Ordem de habeas corpus denegada
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment