HC 656553 - DECISAO
Apesar de o Tribunal de origem ter declarado nulidade pela ausência de oitiva prévia do Ministério Público, o Superior Tribunal de Justiça considerou que, na hipótese concreta, não houve demonstração de prejuízo e que o paciente não pode ser prejudicado por nulidade a que não deu causa; aplicando-se entendimento consolidado que admite a manifestação ministerial posterior e a manutenção da medida concedida pelo juízo de execução (progressão ao regime aberto e ausência de casa de albergado justificando prisão domiciliar), o relator, de ofício, concedeu a ordem para manter a decisão que deferiu a prisão domiciliar, sem conhecer do habeas corpus substitutivo de recurso próprio.
- Parties
- Paciente: SALOMÃO BARBOSA ALMEIDA; Impetrante: Defensoria Pública; Recorrente/parte Impugnante: Ministério Público; Órgão Judicante De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Todavia, concedo a ordem, de ofício, para manter a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu a prisão domiciliar ao sentenciado.
- Legal Topics
- Prisão Domiciliar, Nulidade Processual, Contraditório Diferido, Progressão De Regime, Julgamento Monocrático
Case Brief
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Parties
SALOMÃO BARBOSA ALMEIDA
Paciente
Defensoria Pública
Impetrante
Ministério Público
Recorrente/parte Impugnante
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão Judicante De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
Legal Issues
- 1 necessidade de prévia oitiva do Ministério Público no processo de execução penal
- 2 caráter da nulidade por ausência de oitiva prévia do MP (absoluta ou relativa)
- 3 possibilidade de contraditório diferido em situações de urgência
Ratio Decidendi
Apesar de o Tribunal de origem ter declarado nulidade pela ausência de oitiva prévia do Ministério Público, o Superior Tribunal de Justiça considerou que, na hipótese concreta, não houve demonstração de prejuízo e que o paciente não pode ser prejudicado por nulidade a que não deu causa; aplicando-se entendimento consolidado que admite a manifestação ministerial posterior e a manutenção da medida concedida pelo juízo de execução (progressão ao regime aberto e ausência de casa de albergado justificando prisão domiciliar), o relator, de ofício, concedeu a ordem para manter a decisão que deferiu a prisão domiciliar, sem conhecer do habeas corpus substitutivo de recurso próprio.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Todavia, concedo a ordem, de ofício, para manter a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu a prisão domiciliar ao sentenciado.
Orders
- Concedo a ordem, de ofício, para manter a decisão do Juízo das Execuções Criminais que deferiu a prisão domiciliar ao sentenciado.
- Comunique-se, com urgência.
Full Case Text
Judgment text and source record
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