HC 659249 - DECISAO
Ainda que a ausência de prévia oitiva do Ministério Público em atos da execução penal caracterize, em regra, nulidade, não se deve retroagir a decisão para prejudicar o apenado que já foi beneficiado sem que haja demonstração de prejuízo concreto pelo Parquet; consequentemente, manteve-se a decisão que deferiu prisão domiciliar até que o Juízo da Execução profira nova decisão após regular manifestação do Ministério Público, e declarou-se o habeas corpus prejudicado quanto ao prosseguimento extraordinário.
- Parties
- Paciente: JUNIO LUCAS TEIXEIRA DA SILVA; Órgão De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Interessado: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 May 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Proferida: Ordem Liminar Concedida; Posteriormente Decisão Interlocutória Considerou O Habeas Corpus Prejudicado, Mantendo a Ordem Até Nova Decisão Do Juízo Da Execução
- Outcome
- Habeas corpus considerado prejudicado quanto ao seguimento após determinação de nova manifestação do Juízo da Execução; ressalvou-se a manutenção da ordem anteriormente concedida até que o Juízo da Execução profira nova decisão com a prévia oitiva do Ministério Público.
- Legal Topics
- Prisão Domiciliar, Nulidade Por Ausência De Prévia Oitiva Do Ministério Público, Progressão De Regime, Pandemia De COVID 19
Case Brief
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Parties
JUNIO LUCAS TEIXEIRA DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão De Origem
Ministério Público Federal
Interessado
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Proferida: Ordem Liminar Concedida; Posteriormente Decisão Interlocutória Considerou O Habeas Corpus Prejudicado, Mantendo a Ordem Até Nova Decisão Do Juízo Da Execução
Legal Issues
- 1 nulidade de decisão de execução penal pela ausência de prévia intimação/oitiva do Ministério Público
- 2 manutenção de benefício (prisão domiciliar/progressão de regime) já concedido antes de eventual nulidade
- 3 exigência de demonstração de prejuízo para retroação de regime mais gravoso
Ratio Decidendi
Ainda que a ausência de prévia oitiva do Ministério Público em atos da execução penal caracterize, em regra, nulidade, não se deve retroagir a decisão para prejudicar o apenado que já foi beneficiado sem que haja demonstração de prejuízo concreto pelo Parquet; consequentemente, manteve-se a decisão que deferiu prisão domiciliar até que o Juízo da Execução profira nova decisão após regular manifestação do Ministério Público, e declarou-se o habeas corpus prejudicado quanto ao prosseguimento extraordinário.
Court Disposition
Habeas corpus considerado prejudicado quanto ao seguimento após determinação de nova manifestação do Juízo da Execução; ressalvou-se a manutenção da ordem anteriormente concedida até que o Juízo da Execução profira nova decisão com a prévia oitiva do Ministério Público.
Orders
- Suspenderam-se os efeitos do acórdão de origem e manteve-se a decisão do Juízo da Execução que deferiu prisão domiciliar até que nova decisão seja proferida com prévia oitiva do Ministério Público.
- Intime-se, com urgência, a origem.
Full Case Text
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