HC 669413 - DECISAO

HC 669413 - DECISAO

Embora a ausência de prévia oitiva do Ministério Público em atos de execução penal configure, em princípio, nulidade por afronta ao art. 67 da LEP e ao contraditório, quando o reeducando já foi beneficiado com prisão domiciliar e não deu causa à nulidade, não é razoável retorná-lo a regime mais gravoso; deve-se manter o benefício até que nova decisão seja proferida após a oitiva prévia do Ministério Público, sendo possível a manifestação ministerial posterior, e, diante do risco de cumprimento do mandado, determinar a expedição de contramandado de prisão.

Parties
Paciente: ROMULO MALAQUIAS PINTO; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
27 May 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Em Sede De Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem, de ofício, para confirmar o acórdão de origem e manter a decisão do Juízo da Execução que deferiu a prisão domiciliar até que nova seja proferida, com a prévia oitiva do Ministério Público, e determino a imediata expedição de contramandado de prisão em favor do paciente.
Legal Topics
Prisão Domiciliar, Oitiva Do Ministério Público, Nulidade Processual, Princípio Do Contraditório, Progressão De Regime, Contramandado De Prisão

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Summary, issues, holding and outcome

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Parties

ROMULO MALAQUIAS PINTO

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Órgão Prolator Do Acórdão

Procedural Posture

Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Em Sede De Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Se a ausência de prévia oitiva do Ministério Público em decisões de execução penal configura nulidade absoluta
  2. 2 Se o beneficiário da prisão domiciliar deve ser devolvido a regime mais gravoso quando não deu causa à nulidade
  3. 3 Se é possível manter o benefício até nova decisão com posterior oitiva do Ministério Público

Ratio Decidendi

Embora a ausência de prévia oitiva do Ministério Público em atos de execução penal configure, em princípio, nulidade por afronta ao art. 67 da LEP e ao contraditório, quando o reeducando já foi beneficiado com prisão domiciliar e não deu causa à nulidade, não é razoável retorná-lo a regime mais gravoso; deve-se manter o benefício até que nova decisão seja proferida após a oitiva prévia do Ministério Público, sendo possível a manifestação ministerial posterior, e, diante do risco de cumprimento do mandado, determinar a expedição de contramandado de prisão.

Court Disposition

Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem, de ofício, para confirmar o acórdão de origem e manter a decisão do Juízo da Execução que deferiu a prisão domiciliar até que nova seja proferida, com a prévia oitiva do Ministério Público, e determino a imediata expedição de contramandado de prisão em favor do paciente.

Orders

  • Não conheço do habeas corpus.
  • Concedo a ordem, de ofício, para confirmar o v. acórdão de origem e manter a decisão do Juízo da Execução que deferiu a prisão domiciliar até que nova seja proferida nos autos da execução penal do paciente, com a devida oitiva prévia do Ministério Público.