REsp 1919833 - DECISAO
Em situação excepcional de pandemia, a concessão de prisão domiciliar com fundamento na Recomendação CNJ n.62/2020 e na Portaria Conjunta 19/PR-TJMG/2020 não configura ilegalidade pela ausência de prévia oitiva do Ministério Público quando há fundamentação concreta e o apenado não deu causa à nulidade; a manifestação ministerial posterior é possível e o recurso especial não é via adequada para reexaminar matéria fático-probatória ou afastar fundamentação baseada em atos infralegais, razão pela qual o recurso ministerial foi, na extensão conhecida, desprovido.
- Parties
- Recorrente: Ministério Público de Minas Gerais; Recorrido: Igor Santos
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 June 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Mérito Pelo STJ
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido
- Legal Topics
- Prisão Domiciliar, Nulidade Por Ausência De Oitiva Do Ministério Público, Oitiva Posterior Do Parquet, Recomendação 62/2020/cnj, Portaria Conjunta 19/pr Tjmg/2020, Pandemia COVID 19, Princípio Da Razoabilidade, Artigos 67, 112, §2º, E 117 Da Lei De Execução Penal
Case Brief
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Parties
Ministério Público de Minas Gerais
Recorrente
Igor Santos
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Se a ausência de prévia oitiva do Ministério Público constitui nulidade que impõe revogação da prisão domiciliar concedida
- 2 Se, diante da pandemia de COVID-19 e das recomendações do CNJ e do TJMG, é legítima a concessão excepcional de prisão domiciliar sem prévia manifestação ministerial
- 3 Se cabe, nesta instância especial, reexaminar matéria fático-probatória e fundamentos baseados em atos infralegais
Ratio Decidendi
Em situação excepcional de pandemia, a concessão de prisão domiciliar com fundamento na Recomendação CNJ n.62/2020 e na Portaria Conjunta 19/PR-TJMG/2020 não configura ilegalidade pela ausência de prévia oitiva do Ministério Público quando há fundamentação concreta e o apenado não deu causa à nulidade; a manifestação ministerial posterior é possível e o recurso especial não é via adequada para reexaminar matéria fático-probatória ou afastar fundamentação baseada em atos infralegais, razão pela qual o recurso ministerial foi, na extensão conhecida, desprovido.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido
Orders
- Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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