HC 601877 - ACORDAO
Apesar da regra geral de nulidade pela ausência de prévia manifestação do Ministério Público em atos de concessão de benefícios da execução, no caso concreto a concessão da prisão domiciliar ocorreu de ofício em cumprimento da Recomendação n.62/CNJ e da Portaria Conjunta n.19/PR-TJMG/2020, em contexto de excepcionalidade e emergência decorrente da pandemia de Covid-19; a medida foi tomada no âmbito do poder geral de cautela e das atribuições do Juízo da Execução (art.66, VI e VII, LEP), sendo, portanto, justificável a ausência de oitiva prévia, que pôde ser exercida de forma diferida pelo Ministério Público via agravo em execução; assim, não se vislumbra nulidade e a ordem foi concedida...
- Parties
- Paciente: RICARDO OTACIANO MARTINS; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Parte Interessada: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 June 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Acórdão Decisão Colegiada
- Outcome
- ordem de habeas corpus concedida, confirmando a liminar e restabelecendo a eficácia da decisão do Juízo da Execução que concedera a prisão domiciliar ao Paciente.
- Legal Topics
- Prisão Domiciliar, Nulidade Por Ausência De Oitiva Do Ministério Público, Recomendação N. 62/cnj, Portaria Conjunta N. 19/pr Tjmg/2020, Pandemia Covid 19, Poder Geral De Cautela
Case Brief
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Parties
RICARDO OTACIANO MARTINS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Autoridade Coatora
Ministério Público
Parte Interessada
Procedural Posture
Habeas Corpus / Acórdão Decisão Colegiada
Legal Issues
- 1 ausência de oitiva prévia do Ministério Público e possibilidade de nulidade
- 2 concessão de prisão domiciliar em caráter excepcional e emergencial na pandemia
- 3 aplicação da Recomendação n.62/CNJ e da Portaria Conjunta n.19/PR-TJMG/2020
Ratio Decidendi
Apesar da regra geral de nulidade pela ausência de prévia manifestação do Ministério Público em atos de concessão de benefícios da execução, no caso concreto a concessão da prisão domiciliar ocorreu de ofício em cumprimento da Recomendação n.62/CNJ e da Portaria Conjunta n.19/PR-TJMG/2020, em contexto de excepcionalidade e emergência decorrente da pandemia de Covid-19; a medida foi tomada no âmbito do poder geral de cautela e das atribuições do Juízo da Execução (art.66, VI e VII, LEP), sendo, portanto, justificável a ausência de oitiva prévia, que pôde ser exercida de forma diferida pelo Ministério Público via agravo em execução; assim, não se vislumbra nulidade e a ordem foi concedida...
Court Disposition
ordem de habeas corpus concedida, confirmando a liminar e restabelecendo a eficácia da decisão do Juízo da Execução que concedera a prisão domiciliar ao Paciente.
Orders
- Conceder a ordem de habeas corpus, confirmando a liminar, restabelecendo a eficácia da decisão do Juízo da Execução que concedera a prisão domiciliar ao Paciente.
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