HC 943737 - DECISAO
Concluiu-se que a busca pessoal realizada pelas guardas municipais não estava vinculada à proteção de bens, serviços ou instalações municipais nem configurava flagrante visível que autorizasse atuação nos termos do art. 301 do CPP; por isso, as provas colhidas são ilícitas e o paciente deve ser absolvido com fundamento no art. 386, II, do CPP.
- Parties
- Paciente: DIEGO GALVÃO DE CASTRO; Opinante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Ordem concedida: reconheceu-se a ilicitude das provas colhidas pela guarda municipal, declarou-se a ilicitude das provas dela decorrentes e absolveu-se o paciente, com determinação de expedição de alvará de soltura.
- Legal Topics
- Prisão Em Flagrante, Busca Pessoal, Ilícitude De Prova, Guardas Municipais, Tráfico De Drogas, Minorante Do § 4º Do Art. 33 Da Lei N. 11.343/2006, Regime Prisional
Case Brief
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Parties
DIEGO GALVÃO DE CASTRO
Paciente
Ministério Público Federal
Opinante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 ilegalidade/licitidade da busca pessoal realizada por guardas municipais
- 2 existência de flagrante visível ou não
- 3 ilicitude das provas derivadas da busca
Ratio Decidendi
Concluiu-se que a busca pessoal realizada pelas guardas municipais não estava vinculada à proteção de bens, serviços ou instalações municipais nem configurava flagrante visível que autorizasse atuação nos termos do art. 301 do CPP; por isso, as provas colhidas são ilícitas e o paciente deve ser absolvido com fundamento no art. 386, II, do CPP.
Court Disposition
Ordem concedida: reconheceu-se a ilicitude das provas colhidas pela guarda municipal, declarou-se a ilicitude das provas dela decorrentes e absolveu-se o paciente, com determinação de expedição de alvará de soltura.
Orders
- Reconhecer a ilicitude das provas colhidas pela guarda municipal e de todas as provas delas decorrentes
- Absolver o paciente da imputação, com fundamento no art. 386, II, do CPP
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