HC 1009106 - DECISAO
Não se reconheceu flagrante ilegalidade na atuação dos guardas municipais, por se tratar de prisão em flagrante amparada no art. 301 do CPP; contudo, a instância revisora entendeu que a quantidade de droga apreendida, isoladamente, não afasta a incidência do redutor do art. 33, §4º, da Lei de Drogas, de modo que, diante da primariedade e bons antecedentes do paciente e da insuficiência de elementos que evidenciem dedicação a atividades criminosas, concedeu-se de ofício a redução máxima (2/3), resultando pena definitiva de 1 ano e 8 meses, 166 dias-multa, regime inicial aberto e possibilidade de substituição por penas restritivas de direitos.
- Parties
- Paciente: BRUNO VINICIUS RAMOS PENA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido quanto à via eleita; contudo, ordem concedida de ofício para aplicar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, no grau máximo, e para fixar regime inicial aberto e possibilitar substituição por penas restritivas de direitos.
- Legal Topics
- Prisão Em Flagrante, Atos Praticados Por Guardas Municipais, Prova Ilícita, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º), Dosimetria, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Substituição Por Penas Restritivas De Direitos
Case Brief
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Parties
BRUNO VINICIUS RAMOS PENA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
Legal Issues
- 1 ilegalidade da abordagem/prisão por guardas municipais e decorrente ilicitude de provas
- 2 cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 3 incidência do redutor do art.33, §4º, da Lei nº 11.343/2006
Ratio Decidendi
Não se reconheceu flagrante ilegalidade na atuação dos guardas municipais, por se tratar de prisão em flagrante amparada no art. 301 do CPP; contudo, a instância revisora entendeu que a quantidade de droga apreendida, isoladamente, não afasta a incidência do redutor do art. 33, §4º, da Lei de Drogas, de modo que, diante da primariedade e bons antecedentes do paciente e da insuficiência de elementos que evidenciem dedicação a atividades criminosas, concedeu-se de ofício a redução máxima (2/3), resultando pena definitiva de 1 ano e 8 meses, 166 dias-multa, regime inicial aberto e possibilidade de substituição por penas restritivas de direitos.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido quanto à via eleita; contudo, ordem concedida de ofício para aplicar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, no grau máximo, e para fixar regime inicial aberto e possibilitar substituição por penas restritivas de direitos.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- Conceder, de ofício, a incidência da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, na fração máxima (2/3)
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