RHC 145386 - DECISAO
Não se reconheceu ilegalidade na custódia cautelar porque o juízo de origem reanalisou e manteve a prisão em 23/03/2021 nos termos do art. 316 do CPP; não houve desídia judicial: a investigação e a ação penal envolvem complexidade, pluralidade de réus e diligências que justificam dilação temporal; a prisão preventiva está fundamentada em fatos concretos (periculosidade, risco de reiteração, confissão, provas e antecedentes). Ademais, o risco da pandemia não autoriza soltura automática sem prova de comorbidades e avaliação da situação concreta. Assim, são mantidos os motivos que justificam a segregação cautelar e o recurso é denegado.
- Parties
- Recorrente / Paciente: KAUAM SILVA MARTINS; Ministério Público Federal: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça, Denegação Do Recurso
- Outcome
- nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Para Formação Da Culpa, Habeas Corpus, Pandemia Covid 19, Prisão Em Flagrante, Organização Criminosa, Medidas Cautelares Alternativas, Art. 316 Do CPP
Case Brief
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Parties
KAUAM SILVA MARTINS
Recorrente / Paciente
Ministério Público Federal
Ministério Público Federal
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça, Denegação Do Recurso
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para formação da culpa
- 2 ausência ou insuficiência de reavaliação da prisão nos termos do art. 316, parágrafo único, do CPP
- 3 pedido de substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar em razão da pandemia da COVID-19
Ratio Decidendi
Não se reconheceu ilegalidade na custódia cautelar porque o juízo de origem reanalisou e manteve a prisão em 23/03/2021 nos termos do art. 316 do CPP; não houve desídia judicial: a investigação e a ação penal envolvem complexidade, pluralidade de réus e diligências que justificam dilação temporal; a prisão preventiva está fundamentada em fatos concretos (periculosidade, risco de reiteração, confissão, provas e antecedentes). Ademais, o risco da pandemia não autoriza soltura automática sem prova de comorbidades e avaliação da situação concreta. Assim, são mantidos os motivos que justificam a segregação cautelar e o recurso é denegado.
Court Disposition
nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- P.I.
Full Case Text
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