RHC 147921 - DECISAO
Nega-se provimento ao recurso porque o suposto excesso de prazo foi justificado pela complexidade do feito (pluralidade de vítimas e réus, necessidade de cartas precatórias, substituição de patrono) e por medidas de contenção da pandemia que adiaram audiência; não há elementos de desídia do Judiciário; a reavaliação da prisão preventiva foi efetivamente realizada em 26/05/2021; e, segundo jurisprudência dominante, o prazo de 90 dias do art.316 CPP não é peremptório, aplicando-se o princípio da razoabilidade, de modo que não se configura constrangimento ilegal sanável por habeas corpus nesta via.
- Parties
- Recorrente / Paciente: EVANGELISTA DA SILVA LIMA FILHO; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Piauí
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Relator No Superior Tribunal De Justiça (nega Provimento)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Reavaliação Periódica Da Custódia (art.316 Cpp), Medidas Cautelares Diversas (art.319 Cpp), Princípio Da Razoabilidade, Súmula 568/stj
Case Brief
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Parties
EVANGELISTA DA SILVA LIMA FILHO
Recorrente / Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Piauí
Órgão Julgador De Origem
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Relator No Superior Tribunal De Justiça (nega Provimento)
Legal Issues
- 1 Excessivo prazo para formação da culpa e eventual constrangimento ilegal
- 2 Ausência ou atraso na reavaliação periódica da prisão preventiva (art.316, parágrafo único, CPP)
- 3 Possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas (art.319 CPP)
Ratio Decidendi
Nega-se provimento ao recurso porque o suposto excesso de prazo foi justificado pela complexidade do feito (pluralidade de vítimas e réus, necessidade de cartas precatórias, substituição de patrono) e por medidas de contenção da pandemia que adiaram audiência; não há elementos de desídia do Judiciário; a reavaliação da prisão preventiva foi efetivamente realizada em 26/05/2021; e, segundo jurisprudência dominante, o prazo de 90 dias do art.316 CPP não é peremptório, aplicando-se o princípio da razoabilidade, de modo que não se configura constrangimento ilegal sanável por habeas corpus nesta via.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
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