RHC 149389 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso porque a impetrante não trouxe aos autos a cópia da decisão que decretou a prisão preventiva, impedindo a demonstração inequívoca do alegado constrangimento ilegal; adicionalmente, o entendimento adotado foi o de que o prazo de 90 dias do art. 316, parágrafo único, do CPP não é peremptório e eventual atraso não torna automática a ilegalidade da prisão; a sentença condenatória manteve a custódia e houve reavaliação pelo juízo de primeiro grau; as alegações de saúde e de filhos menores não foram demonstradas de forma a autorizar a prisão domiciliar (filhos supostamente maiores de 12 anos).
- Parties
- Paciente/impetrante: CICERA MARTINS DA SILVA; Órgão Coator/impugnado: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Em Tribunal Superior (decisão De Mérito)
- Outcome
- nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Art. 316 Do CPP, Revisão Periódica Da Prisão, Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Prisão Domiciliar, Condições Pessoais Favoráveis
Case Brief
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Parties
CICERA MARTINS DA SILVA
Paciente/impetrante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
Órgão Coator/impugnado
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Em Tribunal Superior (decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 extrapolamento do prazo de 90 dias previsto no art. 316, parágrafo único, do Código de Processo Penal
- 2 manutenção da prisão preventiva após sentença condenatória
- 3 suficiência de condições pessoais favoráveis para revogação da preventiva
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque a impetrante não trouxe aos autos a cópia da decisão que decretou a prisão preventiva, impedindo a demonstração inequívoca do alegado constrangimento ilegal; adicionalmente, o entendimento adotado foi o de que o prazo de 90 dias do art. 316, parágrafo único, do CPP não é peremptório e eventual atraso não torna automática a ilegalidade da prisão; a sentença condenatória manteve a custódia e houve reavaliação pelo juízo de primeiro grau; as alegações de saúde e de filhos menores não foram demonstradas de forma a autorizar a prisão domiciliar (filhos supostamente maiores de 12 anos).
Court Disposition
nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- liminar indeferida
- nego provimento ao recurso
Full Case Text
Judgment text and source record
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