HC 687040 - DECISAO
Embora a via eleita (habeas corpus) não fosse a adequada contra acórdão denegatório, o Relator, de ofício, reconheceu ilegalidade flagrante no decreto prisional que se apoiou em fundamentos genéricos e não demonstrou concretamente a imprescindibilidade da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP. Considerando as condições pessoais favoráveis do paciente (primariedade técnica, condenação anterior não transitada), a ausência de indicativos de periculosidade concreta e a necessidade de ponderação diante da pandemia e da Recomendação n.º 62 do CNJ, determinou-se a revogação da prisão preventiva e sua substituição por medidas cautelares a critério do juízo local, com suspensão...
- Parties
- Paciente: Geusmar de Oliveira Carvalho; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator) Ordem Concedida De Ofício; Habeas Corpus Não Conhecido Quanto À Via Eleita
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus quanto à via eleita. Entretanto, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar sua substituição por medidas cautelares a critério do Juízo local; suspensão temporária da necessidade de comparecimento periódico por, no mínimo, 90 dias, nos termos da...
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Art. 312 Do CPP, Fundamentação Concreta, Periculum Libertatis, Reincidência, Pandemia/covid 19, Recomendação N.º 62 Do CNJ
Case Brief
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Parties
Geusmar de Oliveira Carvalho
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator) Ordem Concedida De Ofício; Habeas Corpus Não Conhecido Quanto À Via Eleita
Legal Issues
- 1 legitimidade da prisão preventiva e requisitos do art. 312 do CPP
- 2 necessidade de fundamentação concreta e contemporânea para decreto prisional
- 3 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos gravosas
Ratio Decidendi
Embora a via eleita (habeas corpus) não fosse a adequada contra acórdão denegatório, o Relator, de ofício, reconheceu ilegalidade flagrante no decreto prisional que se apoiou em fundamentos genéricos e não demonstrou concretamente a imprescindibilidade da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP. Considerando as condições pessoais favoráveis do paciente (primariedade técnica, condenação anterior não transitada), a ausência de indicativos de periculosidade concreta e a necessidade de ponderação diante da pandemia e da Recomendação n.º 62 do CNJ, determinou-se a revogação da prisão preventiva e sua substituição por medidas cautelares a critério do juízo local, com suspensão...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus quanto à via eleita. Entretanto, concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar sua substituição por medidas cautelares a critério do Juízo local; suspensão temporária da necessidade de comparecimento periódico por, no mínimo, 90 dias, nos termos da...
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e substituí-la por medidas cautelares, a critério do Juízo local.
Full Case Text
Judgment text and source record
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