RHC 150500 - DECISAO
Concluiu-se que não houve excesso de prazo estatal determinante de ilegalidade da custódia, pois a instrução foi afetada pela complexidade do feito, pluralidade de réus e demora imputável à defesa (cinco meses para apresentação da resposta), além de adiamentos requeridos pelas partes em razão de circunstâncias relativas às testemunhas; mantida a necessidade da prisão preventiva para garantia da ordem pública e conveniência da instrução, e reconhecido que a ausência de reavaliações a cada noventa dias não gera direito automático à liberdade, justificando a denegação da ordem no habeas corpus.
- Parties
- Paciente/recorrente: DIONYS LIRA DOS SANTOS; Corréu: José Leandro da Silva Costa; Órgão Ministerial/parte Contrária: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Em Recurso Em Habeas Corpus (julgamento Colegiado)
- Outcome
- Habeas corpus conhecido e ordem denegada
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Organização Criminosa, Instrução Criminal, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
DIONYS LIRA DOS SANTOS
Paciente/recorrente
José Leandro da Silva Costa
Corréu
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial/parte Contrária
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Em Recurso Em Habeas Corpus (julgamento Colegiado)
Legal Issues
- 1 excesso de prazo na formação da culpa e na custódia cautelar
- 2 revisão da prisão preventiva a cada noventa dias (art. 316, parágrafo único, CPP)
- 3 complexidade do feito e pluralidade de réus como justificativas para morosidade
Ratio Decidendi
Concluiu-se que não houve excesso de prazo estatal determinante de ilegalidade da custódia, pois a instrução foi afetada pela complexidade do feito, pluralidade de réus e demora imputável à defesa (cinco meses para apresentação da resposta), além de adiamentos requeridos pelas partes em razão de circunstâncias relativas às testemunhas; mantida a necessidade da prisão preventiva para garantia da ordem pública e conveniência da instrução, e reconhecido que a ausência de reavaliações a cada noventa dias não gera direito automático à liberdade, justificando a denegação da ordem no habeas corpus.
Court Disposition
Habeas corpus conhecido e ordem denegada
Orders
- Ordem denegada
- Expedida recomendação para que a Vara de origem reavalie a necessidade da prisão preventiva a cada noventa dias, conforme art. 316, parágrafo único, do CPP.
Full Case Text
Judgment text and source record
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