HC 686632 - DECISAO
Embora o habeas corpus não fosse a via recursal adequada contra acórdão, o relator de ofício identificou ilegalidade flagrante na manutenção da prisão preventiva: os antecedentes apontados incluíam condenação referente ao art. 28 da Lei n.º 11.343/2006 (que não configura maus antecedentes), os fatos crime ocorreram em 2018 sem notícia de reiteração, a pena imposta foi de 4 meses (regime semiaberto) e faltou contemporaneidade e fundamentação idônea que justificassem a custódia para garantia da ordem pública; assim, a manutenção da prisão tornaria a medida desproporcional e onerosa, impondo regime mais gravoso do que o definitivo, pelo que foi concedido, de ofício, o direito de recorrer em...
- Parties
- Paciente: ROGER RODRIGUES; Tribunal De Origem (acórdão Impugnado): Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática: Ordem Concedida Para Permitir Recorrer Em Liberdade Até O Trânsito Em Julgado
- Outcome
- Ordem concedida: paciente autorizado a recorrer em liberdade até o trânsito em julgado de sua condenação.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Direito De Recorrer Em Liberdade, Contemporaneidade Da Prisão, Fundamentação Da Decisão Judicial, Maus Antecedentes E Art. 28 Da Lei N.º 11.343/2006
Case Brief
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Parties
ROGER RODRIGUES
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Tribunal De Origem (acórdão Impugnado)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática: Ordem Concedida Para Permitir Recorrer Em Liberdade Até O Trânsito Em Julgado
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva do paciente
- 2 possibilidade de concessão do direito de recorrer em liberdade
- 3 contemporaneidade dos fatos justificadores da prisão preventiva
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não fosse a via recursal adequada contra acórdão, o relator de ofício identificou ilegalidade flagrante na manutenção da prisão preventiva: os antecedentes apontados incluíam condenação referente ao art. 28 da Lei n.º 11.343/2006 (que não configura maus antecedentes), os fatos crime ocorreram em 2018 sem notícia de reiteração, a pena imposta foi de 4 meses (regime semiaberto) e faltou contemporaneidade e fundamentação idônea que justificassem a custódia para garantia da ordem pública; assim, a manutenção da prisão tornaria a medida desproporcional e onerosa, impondo regime mais gravoso do que o definitivo, pelo que foi concedido, de ofício, o direito de recorrer em...
Court Disposition
Ordem concedida: paciente autorizado a recorrer em liberdade até o trânsito em julgado de sua condenação.
Orders
- Concedo ao paciente o direito de recorrer em liberdade até o trânsito em julgado da sua condenação.
- Comunique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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