RHC 147684 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso em habeas corpus porque, embora a conversão inicial da prisão em flagrante em preventiva tenha ocorrido de ofício, houve posterior manifestação do Ministério Público pela manutenção da custódia e o Tribunal de origem identificou indícios suficientes de autoria, reincidência específica do paciente e gravidade concreta do delito, suficientes para justificar a prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP, convalidando assim a irregularidade formal e afastando o constrangimento ilegal.
- Parties
- Paciente: DIEGO EDGARDO DE SOUSA CAMPOS; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Amapá; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante Em Preventiva, Lei 13.964/2019 (pacote Anticrime), Tráfico De Drogas, Art. 33 Da Lei 11.343/2006, Art. 28 Da Lei 11.343/2006, Art. 311 Do CPP, Art. 312 Do CPP
Case Brief
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Parties
DIEGO EDGARDO DE SOUSA CAMPOS
Paciente
Tribunal de Justiça do Amapá
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 Ilegalidade da conversão ex officio da prisão em flagrante em preventiva após alterações do Pacote Anticrime
- 2 Se a posterior manifestação do Ministério Público favorável à manutenção da custódia convalida a irregularidade inicial
- 3 Presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação da prisão preventiva (periculum libertatis, garantia da ordem pública, indícios de autoria)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso em habeas corpus porque, embora a conversão inicial da prisão em flagrante em preventiva tenha ocorrido de ofício, houve posterior manifestação do Ministério Público pela manutenção da custódia e o Tribunal de origem identificou indícios suficientes de autoria, reincidência específica do paciente e gravidade concreta do delito, suficientes para justificar a prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP, convalidando assim a irregularidade formal e afastando o constrangimento ilegal.
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