RHC 137632 - DECISAO
O Tribunal negou provimento ao recurso por entender que: (i) o habeas corpus não é via adequada para reexaminar factual e probatoriamente a existência de indícios de autoria; (ii) o decreto de prisão preventiva encontra-se fundamentado em elementos concretos (gravidade concreta do delito, modus operandi e reiteração delitiva) que justificam a manutenção da custódia para garantia da ordem pública; e (iii) não restou demonstrado excesso de prazo, uma vez que a instrução tramita regularmente e a paralisação/de demora é justificável pela complexidade do feito e pelas medidas adotadas em razão da pandemia de COVID-19.
- Parties
- Recorrente / Paciente: MANOEL VILMAR ALVES MIRANDA; Órgão Ministerial Que Opinou Pelo Desprovimento: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgado No Superior Tribunal De Justiça (recurso Ordinário Em Habeas Corpus)
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Homicídio Tentado, Lesão Corporal, Garantia Da Ordem Pública, Reexame De Provas
Case Brief
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Parties
MANOEL VILMAR ALVES MIRANDA
Recorrente / Paciente
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial Que Opinou Pelo Desprovimento
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgado No Superior Tribunal De Justiça (recurso Ordinário Em Habeas Corpus)
Legal Issues
- 1 Presença ou ausência de indícios de autoria e materialidade
- 2 Existência dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação da prisão preventiva
- 3 Possibilidade de conhecimento, em habeas corpus, de matéria fático-probatória
Ratio Decidendi
O Tribunal negou provimento ao recurso por entender que: (i) o habeas corpus não é via adequada para reexaminar factual e probatoriamente a existência de indícios de autoria; (ii) o decreto de prisão preventiva encontra-se fundamentado em elementos concretos (gravidade concreta do delito, modus operandi e reiteração delitiva) que justificam a manutenção da custódia para garantia da ordem pública; e (iii) não restou demonstrado excesso de prazo, uma vez que a instrução tramita regularmente e a paralisação/de demora é justificável pela complexidade do feito e pelas medidas adotadas em razão da pandemia de COVID-19.
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Liminar indeferida.
- Publique-se.
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