HC 695793 - DECISAO
Apesar de a prisão preventiva ter sido mantida pelo juízo de origem com fundamento em prova de materialidade e indícios de autoria, o Tribunal, à luz da jurisprudência consolidada, concluiu que a excepcionalidade da prisão preventiva não restou demonstrada quanto à gravidade concreta do fato e à necessidade absoluta da medida, dada a reduzida quantidade de entorpecentes apreendida e ausência de outros elementos capazes de justificar a manutenção da segregação cautelar; assim, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a aplicação de medidas cautelares do art.319 do CPP a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: RICHARD NEVES PAIXÃO; Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (HC n.0057441-02.2021.8.19.0000); Juízo a Quo: Juízo de Direito da Central de Custódia da Comarca da Capital
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 September 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício / Não Conhecido
- Outcome
- Não conhecido; contudo, ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares, Periculum Libertatis, Fumus Commissi Delicti, Ordem Pública
Case Brief
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Parties
RICHARD NEVES PAIXÃO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (HC n.0057441-02.2021.8.19.0000)
Coatora
Juízo de Direito da Central de Custódia da Comarca da Capital
Juízo a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Ordem Concedida De Ofício / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Existência de fundamentação idônea para a prisão preventiva
- 2 Suficiência da quantidade de droga apreendida para justificar segregação cautelar
- 3 Aplicabilidade das medidas cautelares do art.319 do CPP em substituição à prisão preventiva
Ratio Decidendi
Apesar de a prisão preventiva ter sido mantida pelo juízo de origem com fundamento em prova de materialidade e indícios de autoria, o Tribunal, à luz da jurisprudência consolidada, concluiu que a excepcionalidade da prisão preventiva não restou demonstrada quanto à gravidade concreta do fato e à necessidade absoluta da medida, dada a reduzida quantidade de entorpecentes apreendida e ausência de outros elementos capazes de justificar a manutenção da segregação cautelar; assim, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a aplicação de medidas cautelares do art.319 do CPP a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conhecido; contudo, ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
Orders
- Revogar a prisão preventiva de RICHARD NEVES PAIXÃO
- Aplicar as medidas cautelares previstas no art.319 do Código de Processo Penal, a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau
Full Case Text
Judgment text and source record
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