RHC 153385 - DECISAO
O Tribunal deu parcial provimento ao recurso porque, na esteira da alteração legislativa promovida pela Lei n. 13.964/2019 e da jurisprudência do STF e desta Corte, a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva de ofício, sem prévio requerimento do Ministério Público, do querelante/assistente ou representação da autoridade policial, é ilegal; por isso a prisão preventiva foi revogada, mantendo-se, contudo, a possibilidade de imposição de medidas cautelares alternativas nos termos requeridos pelo Ministério Público Estadual.
- Parties
- Recorrente / Paciente: ALAN FELIPE TEIXEIRA DE SOUZA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (1ª Câmara Criminal)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 September 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Decisão De Mérito (provimento Parcial)
- Outcome
- Parcial provimento do recurso
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Prisão Em Flagrante, Conversão De Prisão De Ofício, Audiência De Custódia, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Lei N. 13.964/2019
Case Brief
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Parties
ALAN FELIPE TEIXEIRA DE SOUZA
Recorrente / Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (1ª Câmara Criminal)
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Decisão De Mérito (provimento Parcial)
Legal Issues
- 1 Legalidade da conversão, de ofício, da prisão em flagrante em prisão preventiva após a Lei n. 13.964/2019
- 2 Necessidade de prévia provocação do Ministério Público, do querelante/assistente ou de representação da autoridade policial para decretação da prisão preventiva (art. 311 CPP)
- 3 Aplicabilidade de medidas cautelares alternativas em substituição à prisão preventiva
Ratio Decidendi
O Tribunal deu parcial provimento ao recurso porque, na esteira da alteração legislativa promovida pela Lei n. 13.964/2019 e da jurisprudência do STF e desta Corte, a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva de ofício, sem prévio requerimento do Ministério Público, do querelante/assistente ou representação da autoridade policial, é ilegal; por isso a prisão preventiva foi revogada, mantendo-se, contudo, a possibilidade de imposição de medidas cautelares alternativas nos termos requeridos pelo Ministério Público Estadual.
Court Disposition
Parcial provimento do recurso
Orders
- Revogar a prisão preventiva do recorrente ALAN FELIPE TEIXEIRA DE SOUZA
- Aplicar medidas cautelares alternativas, nos termos requeridos pelo Ministério Público Estadual, a serem fixadas pelo magistrado local
Full Case Text
Judgment text and source record
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