RHC 143853 - DECISAO
Nego provimento ao recurso porque não se demonstra constrangimento ilegal por excesso de prazo: a instrução findou e houve pronúncia (incidindo a Súmula 21/STJ); a manutenção da prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos (prova da materialidade, indícios de autoria, gravidade concreta e periculum libertatis em razão do modus operandi e risco de reiteração), a tramitação revelou justificativas razoáveis diante da complexidade e atos recursais, e a alegação relativa à pandemia não comprovou risco específico ou condições prisionais inadequadas que pudessem justificar a revogação da custódia.
- Parties
- Recorrente / Paciente: VICTOR MANOEL MORAIS DE SOUZA; Corréu: WEVERTON FRANCISCO ALVES; Órgão Prolator Do Acórdão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul; Manifestante (parecer Pelo Desprovimento): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 October 2021
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (decisão Denegatória)
- Outcome
- nego provimento ao recurso
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Instrução Criminal, Pronúncia, Medidas Cautelares Diversas, Recomendação N.62/2020 Do CNJ, Garantia Da Ordem Pública
Case Brief
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Parties
VICTOR MANOEL MORAIS DE SOUZA
Recorrente / Paciente
WEVERTON FRANCISCO ALVES
Corréu
Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul
Órgão Prolator Do Acórdão Recorrido
Ministério Público Federal
Manifestante (parecer Pelo Desprovimento)
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (decisão Denegatória)
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para formação da culpa
- 2 manutenção da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
- 3 possibilidade de substituição por medidas cautelares diversas
Ratio Decidendi
Nego provimento ao recurso porque não se demonstra constrangimento ilegal por excesso de prazo: a instrução findou e houve pronúncia (incidindo a Súmula 21/STJ); a manutenção da prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos (prova da materialidade, indícios de autoria, gravidade concreta e periculum libertatis em razão do modus operandi e risco de reiteração), a tramitação revelou justificativas razoáveis diante da complexidade e atos recursais, e a alegação relativa à pandemia não comprovou risco específico ou condições prisionais inadequadas que pudessem justificar a revogação da custódia.
Court Disposition
nego provimento ao recurso
Orders
- Nego provimento ao recurso.
- Recomenda-se, de ofício, ao Juízo de Direito da 1ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Camapuã/MS que reexamine a necessidade da segregação cautelar, tendo em vista o tempo decorrido e o disposto na Lei n.13.964/2019.
Full Case Text
Judgment text and source record
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