RHC 154745 - DECISAO
O decreto prisional não demonstrou, de forma concreta e individualizada, a imprescindibilidade da prisão preventiva (periculum libertatis); considerando a reduzida quantidade de droga apreendida (6 gramas de cocaína), a primariedade do agente, a ausência de violência ou grave ameaça, e orientações para mitigação de risco na pandemia (Recomendação CNJ 62/2020), concluiu-se que a prisão preventiva era desnecessária e deve ser revogada, com imposição de medidas cautelares a critério do juízo de primeiro grau.
- Parties
- Recorrente: JOSÉ AMÂNCIO DE OLIVEIRA; Órgão Impetrado: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 October 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Conhecimento E Provimento Para Revogação Da Prisão Preventiva
- Outcome
- Conheço do recurso ordinário em habeas corpus e dou-lhe provimento para revogar a prisão preventiva de JOSÉ AMANCIO DE OLIVEIRA, sob a imposição de medidas cautelares, a critério do Magistrado de primeiro grau.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Tráfico De Drogas, Porte Ilegal De Arma, Uso De Documento Falso, Dirigir Sem Habilitação, Pandemia/covid 19
Case Brief
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Parties
JOSÉ AMÂNCIO DE OLIVEIRA
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Órgão Impetrado
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Conhecimento E Provimento Para Revogação Da Prisão Preventiva
Legal Issues
- 1 legalidade e fundamentação do decreto de prisão preventiva
- 2 presença dos requisitos do art. 312 do CPP (fumus comissi delicti e periculum libertatis)
- 3 possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares do art. 319 do CPP
Ratio Decidendi
O decreto prisional não demonstrou, de forma concreta e individualizada, a imprescindibilidade da prisão preventiva (periculum libertatis); considerando a reduzida quantidade de droga apreendida (6 gramas de cocaína), a primariedade do agente, a ausência de violência ou grave ameaça, e orientações para mitigação de risco na pandemia (Recomendação CNJ 62/2020), concluiu-se que a prisão preventiva era desnecessária e deve ser revogada, com imposição de medidas cautelares a critério do juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Conheço do recurso ordinário em habeas corpus e dou-lhe provimento para revogar a prisão preventiva de JOSÉ AMANCIO DE OLIVEIRA, sob a imposição de medidas cautelares, a critério do Magistrado de primeiro grau.
Orders
- Revogar a prisão preventiva de JOSÉ AMANCIO DE OLIVEIRA e determinar sua substituição por medidas cautelares a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
- Comunicar com urgência ao Tribunal impetrado e ao Juízo de primeiro grau, encaminhando-lhes o inteiro teor da decisão.
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