RHC 153658 - DECISAO
A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva realizada de ofício pelo juiz, sem prévio e expresso requerimento do Ministério Público, da autoridade policial ou, quando for o caso, do querelante/assistente, tornou-se incompatível com o regime acusatório consagrado pela Lei n. 13.964/2019 e com a redação dos arts. 282 e 311 do CPP; por essa irregularidade formal (decretar prisão preventiva 'de ofício' na conversão do flagrante), o decreto prisional é nulo e a prisão preventiva deve ser relaxada, ficando salvo o direito de nova decretação desde que haja requerimento expresso e fundamentado do órgão acusador.
- Parties
- Paciente / Recorrente: ALEX PAULO RODRIGUES DE JESUS; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 October 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Em Grau Superior (julgamento No Superior Tribunal De Justiça)
- Outcome
- recurso provido
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Audiência De Custódia, Estrutura Acusatória, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
ALEX PAULO RODRIGUES DE JESUS
Paciente / Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão Julgador De Origem
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Em Grau Superior (julgamento No Superior Tribunal De Justiça)
Legal Issues
- 1 legalidade da conversão de prisão em flagrante em prisão preventiva realizada de ofício pelo juízo
- 2 presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação da prisão preventiva
- 3 efeito da Lei n. 13.964/2019 (inserção do art. 3º-A e alteração dos arts. 282 e 311 do CPP) sobre a possibilidade de atuação do juiz 'de ofício'
Ratio Decidendi
A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva realizada de ofício pelo juiz, sem prévio e expresso requerimento do Ministério Público, da autoridade policial ou, quando for o caso, do querelante/assistente, tornou-se incompatível com o regime acusatório consagrado pela Lei n. 13.964/2019 e com a redação dos arts. 282 e 311 do CPP; por essa irregularidade formal (decretar prisão preventiva 'de ofício' na conversão do flagrante), o decreto prisional é nulo e a prisão preventiva deve ser relaxada, ficando salvo o direito de nova decretação desde que haja requerimento expresso e fundamentado do órgão acusador.
Court Disposition
recurso provido
Orders
- relaxar a prisão preventiva do recorrente
- comunique-se, com urgência, ao Tribunal impetrado e ao Juízo de primeiro grau, encaminhando-lhes o inteiro teor da presente decisão
Full Case Text
Judgment text and source record
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