RHC 149329 - DECISAO
Negou‑se provimento ao recurso porque o decreto de prisão preventiva foi proferido em 18/11/2003, antes da vigência da Lei n. 13.964/2019 (vigente a partir de 23/01/2020), de modo que as alterações processuais não retroagem para atingir atos praticados anteriormente (princípio tempus regit actum); além disso, a custódia preventiva está fundamentada em elementos concretos extraídos dos autos (fuga do acusado por 19 anos, indícios de autoria e necessidade de garantir a aplicação da lei penal e a conveniência da instrução), nos termos do art. 312 do CPP, razão pela qual a manutenção da prisão se mostrou adequada e a substituição por medidas cautelares diversas não foi cabível.
- Parties
- Impetrante/paciente: VIRGINIO JOSE NUNES MACEDO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 November 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Ordinário Em Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça Julgamento/decisão
- Outcome
- nego provimento ao recurso ordinário
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Retroatividade Da Lei Processual (tempus Regit Actum), Lei N. 13.964/2019 (pacote Anticrime), Decretação De Prisão De Ofício, Garantia Da Ordem Pública, Substituição Por Medidas Cautelares, Excesso De Prazo, Foragido, Súmula 21/stj
Case Brief
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Parties
VIRGINIO JOSE NUNES MACEDO
Impetrante/paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário Em Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça Julgamento/decisão
Legal Issues
- 1 Aplicação temporal da Lei 13.964/2019 e possibilidade de sua incidência sobre decretos de prisão anteriores à sua vigência
- 2 Legalidade da decretação da prisão preventiva sem requerimento do Ministério Público (decretada de ofício)
- 3 Existência de fundamentos concretos para manutenção da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Negou‑se provimento ao recurso porque o decreto de prisão preventiva foi proferido em 18/11/2003, antes da vigência da Lei n. 13.964/2019 (vigente a partir de 23/01/2020), de modo que as alterações processuais não retroagem para atingir atos praticados anteriormente (princípio tempus regit actum); além disso, a custódia preventiva está fundamentada em elementos concretos extraídos dos autos (fuga do acusado por 19 anos, indícios de autoria e necessidade de garantir a aplicação da lei penal e a conveniência da instrução), nos termos do art. 312 do CPP, razão pela qual a manutenção da prisão se mostrou adequada e a substituição por medidas cautelares diversas não foi cabível.
Court Disposition
nego provimento ao recurso ordinário
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário
- Publique‑se
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