RHC 156762 - DECISAO
Concedeu-se parcial provimento porque o Tribunal de origem não enfrentou especificamente a alegação de irregularidade no reconhecimento fotográfico com base no art. 226 do CPP, configurando negativa de prestação jurisdicional sobre esse ponto, razão pela qual se determinou o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná para que aprecie a questão. No mais, manteve-se o entendimento de que, diante de prova de materialidade, indícios de autoria e gravidade concreta do delito, a prisão preventiva se mostra fundamentada nos termos do art. 312 do CPP, e o habeas corpus não é meio apto a revolver matéria fático-probatória aprofundada.
- Parties
- Recorrente: ALEXANDRE HIROSHI MAKIBARA JIMENEZ; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 December 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Relator No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- recurso parcialmente provido
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Reconhecimento De Pessoas (reconhecimento Fotográfico), Fundamentação Da Prisão Preventiva, Supressão De Instância, Prisão Domiciliar, Art. 226 CPP
Case Brief
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Parties
ALEXANDRE HIROSHI MAKIBARA JIMENEZ
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Recorrido
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Relator No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 ausência de fundamentação idônea para a prisão preventiva
- 2 legalidade do reconhecimento fotográfico e observância do art. 226 do CPP
- 3 cabimento do habeas corpus para reexame de matéria fático-probatória
Ratio Decidendi
Concedeu-se parcial provimento porque o Tribunal de origem não enfrentou especificamente a alegação de irregularidade no reconhecimento fotográfico com base no art. 226 do CPP, configurando negativa de prestação jurisdicional sobre esse ponto, razão pela qual se determinou o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná para que aprecie a questão. No mais, manteve-se o entendimento de que, diante de prova de materialidade, indícios de autoria e gravidade concreta do delito, a prisão preventiva se mostra fundamentada nos termos do art. 312 do CPP, e o habeas corpus não é meio apto a revolver matéria fático-probatória aprofundada.
Court Disposition
recurso parcialmente provido
Orders
- Cassação do acórdão proferido nos autos do habeas corpus nº 0049830-79.2021.8.16.0000
- Determinar ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que aprecie, como entender de direito, a questão versada no mandamus impetrado na origem, no tocante à ocorrência, ou não, de ilegalidade em razão de inobservância do reconhecimento, considerando o disposto no art. 226 do Código de Processo Penal
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