RHC 156663 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque não se configurou constrangimento ilegal por excesso de prazo: a aferição do excesso é feita pela razoabilidade e proporcionalidade diante das peculiaridades do caso; a complexidade da investigação, a pluralidade de investigados, a necessidade de oitiva de testemunhas e de perícia (cujo laudo foi juntado recentemente), bem como os efeitos da pandemia de COVID-19, justificam a dilação do prazo, não caracterizando desídia do Judiciário ou da acusação; manteve-se a prisão preventiva, recomendando-se ao juízo de primeiro grau que reexamine a necessidade da segregação cautelar à luz da Lei nº 13.964/19.
- Parties
- Agravante: ANTONIO ROBERTO BONBAXINI; Órgão Ministerial (contrarrazões): Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Colegiada Da Quinta Turma Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Agravo regimental a que se nega provimento
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Formação Da Culpa, Lei Nº 13.964/19, Art. 316 Do Código De Processo Penal
Case Brief
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Parties
ANTONIO ROBERTO BONBAXINI
Agravante
Ministério Público
Órgão Ministerial (contrarrazões)
Procedural Posture
Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Decisão Colegiada Da Quinta Turma Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Excesso de prazo na formação da culpa e manutenção da prisão preventiva
- 2 Aplicação dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade na avaliação do prazo
- 3 Obrigatoriedade de reexame periódico da custódia (art.316/Lei 13.964/19)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque não se configurou constrangimento ilegal por excesso de prazo: a aferição do excesso é feita pela razoabilidade e proporcionalidade diante das peculiaridades do caso; a complexidade da investigação, a pluralidade de investigados, a necessidade de oitiva de testemunhas e de perícia (cujo laudo foi juntado recentemente), bem como os efeitos da pandemia de COVID-19, justificam a dilação do prazo, não caracterizando desídia do Judiciário ou da acusação; manteve-se a prisão preventiva, recomendando-se ao juízo de primeiro grau que reexamine a necessidade da segregação cautelar à luz da Lei nº 13.964/19.
Court Disposition
Agravo regimental a que se nega provimento
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Recomenda-se ao Juízo processante que reexamine a necessidade da segregação cautelar, tendo em vista o tempo decorrido e o disposto na Lei nº 13.964/19
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