HC 689446 - DECISAO
A Corte negou a ordem porque a decisão que decretou a prisão preventiva estava fundamentada em elementos concretos: prova da materialidade e indícios suficientes de autoria; integração dos pacientes em organização criminosa altamente estruturada que praticou fraudes fiscais e lavagem de capitais causando prejuízo bilionário ao erário (aprox. R$2,800,854,461); indícios de continuidade da atividade criminosa e de dilapidação de bens (tentativa de venda de veículo sob ordem de apreensão); preenchimento dos requisitos do art.312 e art.313,I do CPP; e entendimento de que eventual atraso na reavaliação a cada 90 dias não torna a prisão automaticamente ilegal.
- Parties
- Paciente: Renato dos Santos Pinguelli; Paciente: Renata Lopes Pinguelli; Paciente: Bruno Wistefelt Venâncio; Paciente: Samuel Arruda Júnior; Paciente: Valdir Venâncio; Paciente: Giuliana Venosi Viola; Recorrente/manifestante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- habeas corpus denegado
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Contemporaneidade Da Custódia Cautelar, Reavaliação Periódica Da Prisão Preventiva (art.316 Cpp), Prisão Domiciliar Por Doença/covid 19, Sonegação Fiscal, Lavagem De Capitais, Medidas Cautelares Alternativas, Periculosidade E Reiteração Delitiva
Case Brief
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Parties
Renato dos Santos Pinguelli
Paciente
Renata Lopes Pinguelli
Paciente
Bruno Wistefelt Venâncio
Paciente
Samuel Arruda Júnior
Paciente
Valdir Venâncio
Paciente
Giuliana Venosi Viola
Paciente
Ministério Público
Recorrente/manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Ilegalidade/necessidade da prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça
- 2 descumprimento alegado do dever de reavaliação periódica da prisão preventiva a cada 90 dias (art.316 CPP)
- 3 contemporaneidade da medida cautelar
Ratio Decidendi
A Corte negou a ordem porque a decisão que decretou a prisão preventiva estava fundamentada em elementos concretos: prova da materialidade e indícios suficientes de autoria; integração dos pacientes em organização criminosa altamente estruturada que praticou fraudes fiscais e lavagem de capitais causando prejuízo bilionário ao erário (aprox. R$2,800,854,461); indícios de continuidade da atividade criminosa e de dilapidação de bens (tentativa de venda de veículo sob ordem de apreensão); preenchimento dos requisitos do art.312 e art.313,I do CPP; e entendimento de que eventual atraso na reavaliação a cada 90 dias não torna a prisão automaticamente ilegal.
Court Disposition
habeas corpus denegado
Orders
- Denega-se a ordem de habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
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