HC 707169 - DECISAO

HC 707169 - DECISAO

O Relator concluiu que a decisão que decretou a prisão preventiva careceu de fundamentação idônea e contemporânea que demonstrasse a imprescindibilidade da medida além das circunstâncias elementares do crime; a manutenção do cárcere baseando-se em reforço posterior de fundamentos (reiteração) não é admissível e, diante da insuficiência de risco concreto à ordem pública dada a pequena quantidade de entorpecentes e ausência de periculosidade demonstrada, a prisão preventiva revelou-se ilegal, devendo ser revogada e substituída, se o juízo entender, por medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP.

Parties
Paciente: ALAN BARBOSA DE OLIVEIRA; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Parquet/parte Contrária: Ministério Público
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
22 November 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator No Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva de ALAN BARBOSA DE OLIVEIRA, ressalvada a aplicação de medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, a critério do juízo processante.
Legal Topics
Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares, Habeas Corpus, Fundamentação Das Decisões

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Parties

ALAN BARBOSA DE OLIVEIRA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

Tribunal De Origem

Ministério Público

Parquet/parte Contrária

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Legalidade da prisão preventiva e suficiência de fundamentação
  2. 2 Possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 do CPP)
  3. 3 Adequação do habeas corpus como substituto de recurso ordinário

Ratio Decidendi

O Relator concluiu que a decisão que decretou a prisão preventiva careceu de fundamentação idônea e contemporânea que demonstrasse a imprescindibilidade da medida além das circunstâncias elementares do crime; a manutenção do cárcere baseando-se em reforço posterior de fundamentos (reiteração) não é admissível e, diante da insuficiência de risco concreto à ordem pública dada a pequena quantidade de entorpecentes e ausência de periculosidade demonstrada, a prisão preventiva revelou-se ilegal, devendo ser revogada e substituída, se o juízo entender, por medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP.

Court Disposition

Ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva de ALAN BARBOSA DE OLIVEIRA, ressalvada a aplicação de medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, a critério do juízo processante.

Orders

  • Revogar a prisão preventiva de ALAN BARBOSA DE OLIVEIRA.
  • Ressalvar a aplicação de medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, a critério do Juízo de primeiro grau.