HC 712307 - DECISAO
A prisão preventiva foi considerada ilegal porque o paciente foi indiciado pelo crime de receptação (art. 180 CP), cuja pena máxima em abstrato é de 4 anos, e não se verificou hipótese que autorizasse a segregação nos termos do art. 313 do CPP (não há condenação definitiva, reincidência, violência doméstica ou dúvida sobre identidade), de modo que a custódia cautelar não se mostra admissível; por conseguinte, foi concedida de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente e estendida ao corréu, ressalvando-se a possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: RAFAEL MARQUES DIVINO DE MIRANDA; Corréu: ATAÍDE MORAIS DOS SANTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator) Não Conhecido, Ordem Concedida De Ofício
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, todavia concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e estendo os efeitos ao corréu, ressalvada a possibilidade de aplicação de medidas cautelares pelo juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Receptação, Art. 313 Do CPP, Art. 312 Do CPP, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Conversão De Flagrante, Extensão De Efeitos Entre Corréus
Case Brief
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Parties
RAFAEL MARQUES DIVINO DE MIRANDA
Paciente
ATAÍDE MORAIS DOS SANTOS
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator) Não Conhecido, Ordem Concedida De Ofício
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva decretada contra o paciente acusado de receptação
- 2 aplicabilidade do art. 313 do CPP (vedação quando pena máxima igual a 4 anos)
- 3 fundamentação da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
A prisão preventiva foi considerada ilegal porque o paciente foi indiciado pelo crime de receptação (art. 180 CP), cuja pena máxima em abstrato é de 4 anos, e não se verificou hipótese que autorizasse a segregação nos termos do art. 313 do CPP (não há condenação definitiva, reincidência, violência doméstica ou dúvida sobre identidade), de modo que a custódia cautelar não se mostra admissível; por conseguinte, foi concedida de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente e estendida ao corréu, ressalvando-se a possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, todavia concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente e estendo os efeitos ao corréu, ressalvada a possibilidade de aplicação de medidas cautelares pelo juízo de primeiro grau.
Orders
- Revogar a prisão preventiva de RAFAEL MARQUES DIVINO DE MIRANDA
- Estender a revogação da prisão preventiva a ATAÍDE MORAIS DOS SANTOS
Full Case Text
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