RHC 157560 - DECISAO
Apesar de o paciente estar preso desde 12/09/2019, o STJ considerou não demonstrado constrangimento ilegal por excesso de prazo, pois o processo vem tramitando regularmente, com diligências necessárias, houve suspensão de atos pela pandemia da COVID-19 e não se verifica desídia do Judiciário; mantêm-se, assim, os fundamentos concretos para a prisão preventiva, motivo pelo qual o recurso foi negado, com recomendação para que o juízo de origem reexamine a necessidade da custódia à luz da Lei n.13.964/2019 e adote celeridade.
- Parties
- Paciente: VICTOR TAVARES HENRIQUE DA SILVA; Respondente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 December 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- nego provimento ao recurso
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Habeas Corpus, Pandemia COVID 19, Tribunal Do Júri
Case Brief
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Parties
VICTOR TAVARES HENRIQUE DA SILVA
Paciente
Ministério Público Federal
Respondente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para a formação da culpa
- 2 manutenção da prisão preventiva
- 3 possibilidade de substituição por medidas cautelares diversas
Ratio Decidendi
Apesar de o paciente estar preso desde 12/09/2019, o STJ considerou não demonstrado constrangimento ilegal por excesso de prazo, pois o processo vem tramitando regularmente, com diligências necessárias, houve suspensão de atos pela pandemia da COVID-19 e não se verifica desídia do Judiciário; mantêm-se, assim, os fundamentos concretos para a prisão preventiva, motivo pelo qual o recurso foi negado, com recomendação para que o juízo de origem reexamine a necessidade da custódia à luz da Lei n.13.964/2019 e adote celeridade.
Court Disposition
nego provimento ao recurso
Orders
- Recomenda-se ao Juízo de Direito da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca/PE que reexamine a necessidade da segregação cautelar, tendo em vista o tempo decorrido e o disposto na Lei n. 13.964/2019.
- Recomenda-se celeridade no andamento do feito.
Full Case Text
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