RHC 155798 - DECISAO
Mesmo reconhecendo período cautelar superior a dois anos, o Superior Tribunal de Justiça confirmou que não há manifesto constrangimento ilegal por excesso de prazo, pois a instrução apresenta andamento regular diante da especificidade do procedimento do Júri, da complexidade do feito (vários réus), da necessidade de cartas precatórias e da gravidade concreta do delito e da periculosidade do paciente; além disso, foram consideradas as suspensões decorrentes da pandemia. Assim, não se justifica o relaxamento da prisão preventiva, devendo, contudo, o juízo de origem reexaminar a necessidade da segregação cautelar e imprimir celeridade, nos termos do art. 316 do CPP e da Lei n. 13.964/2019.
- Parties
- Recorrente/paciente: JOSIVALDO VICENTE DA SILVA; Órgão Coator/tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas; Parte Interveniente/parecer: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 December 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Pelo Superior Tribunal De Justiça (julgamento)
- Outcome
- recurso ordinário em habeas corpus negado provimento
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Na Formação Da Culpa, Princípio Da Razoabilidade, Princípio Da Proporcionalidade, Medidas Cautelares, Suspensão De Prazos Em Razão Da Pandemia
Case Brief
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Parties
JOSIVALDO VICENTE DA SILVA
Recorrente/paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas
Órgão Coator/tribunal De Origem
Ministério Público Federal
Parte Interveniente/parecer
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Pelo Superior Tribunal De Justiça (julgamento)
Legal Issues
- 1 Excesso de prazo na formação da culpa
- 2 Manutenção da prisão preventiva
- 3 Aplicação dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade na aferição do excesso de prazo
Ratio Decidendi
Mesmo reconhecendo período cautelar superior a dois anos, o Superior Tribunal de Justiça confirmou que não há manifesto constrangimento ilegal por excesso de prazo, pois a instrução apresenta andamento regular diante da especificidade do procedimento do Júri, da complexidade do feito (vários réus), da necessidade de cartas precatórias e da gravidade concreta do delito e da periculosidade do paciente; além disso, foram consideradas as suspensões decorrentes da pandemia. Assim, não se justifica o relaxamento da prisão preventiva, devendo, contudo, o juízo de origem reexaminar a necessidade da segregação cautelar e imprimir celeridade, nos termos do art. 316 do CPP e da Lei n. 13.964/2019.
Court Disposition
recurso ordinário em habeas corpus negado provimento
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Recomenda-se ao Juízo da Vara do Único Ofício de Joaquim Gomes - AL que reexamine a necessidade da segregação cautelar, tendo em vista o tempo decorrido e o disposto na Lei n. 13.964/19
Full Case Text
Judgment text and source record
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