HC 889834 - DECISAO
O STJ concluiu que não há ilegalidade flagrante a autorizar a concessão do habeas corpus, pois o decreto prisional e o acórdão do Tribunal de origem estão fundamentados em elementos concretos (interceptações, extrações telemáticas e relatórios) que demonstram indícios de autoria e a periculosidade do paciente em contexto de organização criminosa, configurando fumus commissi delicti e periculum libertatis; a contemporaneidade foi reconhecida em razão da natureza permanente dos delitos; e as medidas cautelares diversas foram consideradas insuficientes, além da ausência de prova da imprescindibilidade aos cuidados de criança para a concessão da prisão domiciliar, razão pela qual o habeas...
- Parties
- Paciente: ALEXANDRE SILVA DE ARAÚJO FILHO; Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Ceará; Parte Interessada: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 March 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Apresentado Ao Superior Tribunal De Justiça (não Conhecido Pelo Stj)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus (art. 34, XX, do RISTJ)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Tráfico De Drogas, Contemporaneidade, Prisão Domiciliar, Medidas Cautelares, Fundamentação Da Decisão
Case Brief
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Parties
ALEXANDRE SILVA DE ARAÚJO FILHO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará
Coatora
Ministério Público Federal
Parte Interessada
Procedural Posture
Habeas Corpus / Apresentado Ao Superior Tribunal De Justiça (não Conhecido Pelo Stj)
Legal Issues
- 1 ausência de fundamentação do decreto prisional
- 2 ausência dos requisitos do art. 312 do CPP (fumus commissi delicti e periculum libertatis)
- 3 contemporaneidade da prisão preventiva
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que não há ilegalidade flagrante a autorizar a concessão do habeas corpus, pois o decreto prisional e o acórdão do Tribunal de origem estão fundamentados em elementos concretos (interceptações, extrações telemáticas e relatórios) que demonstram indícios de autoria e a periculosidade do paciente em contexto de organização criminosa, configurando fumus commissi delicti e periculum libertatis; a contemporaneidade foi reconhecida em razão da natureza permanente dos delitos; e as medidas cautelares diversas foram consideradas insuficientes, além da ausência de prova da imprescindibilidade aos cuidados de criança para a concessão da prisão domiciliar, razão pela qual o habeas...
Court Disposition
não conheço do habeas corpus (art. 34, XX, do RISTJ)
Orders
- Comunique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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