RHC 195333 - DECISAO
A ordem foi denegada porque, segundo o acórdão e o juízo de primeiro grau, estão presentes a prova da materialidade e indícios suficientes de autoria (fumus commissi delicti), bem como o periculum libertatis, em razão do descumprimento reiterado de medidas protetivas e do risco de continuidade da violência. Ademais, o crime envolve violência doméstica contra a mulher, sendo aplicáveis as previsões da Lei 11.340/06 (arts. 20 e 24-A) e entendendo-se insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão, justificando-se a manutenção da prisão preventiva com prazo de validade até 18/10/2027, com reavaliação periódica.
- Parties
- Paciente/representado/réu: Fábio Santos Silva; Vítima/comunicante: Arenilva Souza de Santana
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 April 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Impetrado Perante O Superior Tribunal De Justiça Contra Decisão Denegatória Do Tribunal De Justiça Do Estado De Sergipe (habeas Corpus Nº 202300359181), Após Habeas Corpus Denegado No Tribunal Estadual
- Outcome
- Ordem denegada
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Protetivas De Urgência, Lei Maria Da Penha, Art. 313 CPP, Fumus Commissi Delicti, Periculum Libertatis
Case Brief
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Parties
Fábio Santos Silva
Paciente/representado/réu
Arenilva Souza de Santana
Vítima/comunicante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Impetrado Perante O Superior Tribunal De Justiça Contra Decisão Denegatória Do Tribunal De Justiça Do Estado De Sergipe (habeas Corpus Nº 202300359181), Após Habeas Corpus Denegado No Tribunal Estadual
Legal Issues
- 1 Legalidade da decretação/manutenção da prisão preventiva
- 2 Adequação das medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 CPP)
- 3 Aplicabilidade da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha) e seus arts. 20 e 24-A
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque, segundo o acórdão e o juízo de primeiro grau, estão presentes a prova da materialidade e indícios suficientes de autoria (fumus commissi delicti), bem como o periculum libertatis, em razão do descumprimento reiterado de medidas protetivas e do risco de continuidade da violência. Ademais, o crime envolve violência doméstica contra a mulher, sendo aplicáveis as previsões da Lei 11.340/06 (arts. 20 e 24-A) e entendendo-se insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão, justificando-se a manutenção da prisão preventiva com prazo de validade até 18/10/2027, com reavaliação periódica.
Court Disposition
Ordem denegada
Orders
- Decreto de prisão preventiva do representado Fábio Santos Silva mantido.
- Expedição de mandado de prisão preventiva com prazo de validade até 18/10/2027.
Full Case Text
Judgment text and source record
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