HC 903114 - DECISAO
O relator não conheceu do habeas corpus porque a manutenção da prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos constantes dos autos (modus operandi denominado "novo cangaço", periculosidade, indícios de autoria e relatório de inteligência) que justificam a necessidade da custódia para resguardar a ordem pública, bem como por ser inviável, na via estreita do habeas corpus, a análise de eventual desproporcionalidade em relação à futura pena ou regime prisional; ademais, a jurisprudência pacífica do STJ autoriza decisão monocrática liminar em casos dessa natureza (art. 34, XX, do RISTJ).
- Parties
- Paciente: MARIA EDUARDA DOS SANTOS JORGE; Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (0034103-12.2023.8.16.0000); Co Ré: CONCEIÇÃO APARECIDA GOMES DOS SANTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 April 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Não Conhecimento (relator)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Modus Operandi ("novo Cangaço"), Prova Da Materialidade E Indícios De Autoria, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Princípio Da Razoável Duração Do Processo, Princípio Da Presunção De Inocência, Impossibilidade De Prognóstico De Regime Prisional Em Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
MARIA EDUARDA DOS SANTOS JORGE
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (0034103-12.2023.8.16.0000)
Coatora
CONCEIÇÃO APARECIDA GOMES DOS SANTOS
Co Ré
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Não Conhecimento (relator)
Legal Issues
- 1 presença dos requisitos do art. 312 do CPP para prisão preventiva
- 2 fundamentação concreta exigida para decretação/manutenção da prisão cautelar
- 3 relevância do modus operandi e periculosidade para garantia da ordem pública
Ratio Decidendi
O relator não conheceu do habeas corpus porque a manutenção da prisão preventiva está fundamentada em elementos concretos constantes dos autos (modus operandi denominado "novo cangaço", periculosidade, indícios de autoria e relatório de inteligência) que justificam a necessidade da custódia para resguardar a ordem pública, bem como por ser inviável, na via estreita do habeas corpus, a análise de eventual desproporcionalidade em relação à futura pena ou regime prisional; ademais, a jurisprudência pacífica do STJ autoriza decisão monocrática liminar em casos dessa natureza (art. 34, XX, do RISTJ).
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Intimem-se
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