HC 901056 - DECISAO
Embora o habeas corpus não seja a via adequada, o Tribunal examinou de ofício a existência de ilegalidade flagrante e concluiu que, no caso concreto, não estavam adequadamente demonstrados elementos robustos e suficientes a justificar a imprescindibilidade da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP (quantidade reduzida de entorpecentes atribuída ao paciente, primariedade e ausência de prova de envolvimento profundo com o tráfico), sendo suficientes medidas cautelares diversas da prisão. Por isso, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a aplicação de medidas do art. 319 do CPP pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: EDUARDO GONCALVES LORENZON; Órgão Julgador/impetrado: Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 April 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça (concessão De Ordem De Ofício E Não Conhecimento Da Via Eleita)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus por inadequação da via; contudo, concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar a aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP a critério do juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão (art. 319 Do Cpp), Habeas Corpus, Princípio Da Proporcionalidade
Case Brief
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Parties
EDUARDO GONCALVES LORENZON
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
Órgão Julgador/impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça (concessão De Ordem De Ofício E Não Conhecimento Da Via Eleita)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva
- 2 presença dos requisitos do art. 312 do CPP
- 3 aplicabilidade das medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 do CPP)
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não seja a via adequada, o Tribunal examinou de ofício a existência de ilegalidade flagrante e concluiu que, no caso concreto, não estavam adequadamente demonstrados elementos robustos e suficientes a justificar a imprescindibilidade da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP (quantidade reduzida de entorpecentes atribuída ao paciente, primariedade e ausência de prova de envolvimento profundo com o tráfico), sendo suficientes medidas cautelares diversas da prisão. Por isso, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a aplicação de medidas do art. 319 do CPP pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus por inadequação da via; contudo, concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva do paciente e determinar a aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP a critério do juízo de primeiro grau.
Orders
- Revogar a prisão preventiva do paciente EDUARDO GONCALVES LORENZON, salvo se por outro motivo estiver preso
- Determinar a aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a serem estabelecidas pelo Juiz de primeiro grau
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